quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O MEU PIÃO



Olá pião

Tantas vezes dançaste na minha mão.

 

Mão hábil e certeira

Lançamento perfeito para a brincadeira.

 

Brincadeira inocente e colorida

Olho para ti, recordando esse patamar da minha vida.

 

Vida de criança pura e verdadeira

Tantas vezes foste meu companheiro de algibeira.

 

Algibeira carregada de esperança

Exibias felicidade contagiante na tua dança.

 

Uma dança por vezes desengonçada

Tombavas, deixando em mim uma mão cheia de nada.

 

Um nada, que aprendi a contrariar

Gira meu pião

Ensina-me acreditar!

 

Acreditar no tempo vindouro

Pula, gira dança

Para sempre, serás o meu pião de ouro.

 

Pião de ouro preso a mim pelo baraço

Jamais esquecerei os momentos que juntos passamos meu amigalhaço.

 

Amigalhaço de uma vida de brincadeira

Agora ocupas lugar de destaque na prateleira.

 

Prateleira da estante de recordações

Gira dança meu pião

Eu canto para ti uma das tuas canções!

 

 

(Eu tenho um pião, um pião que dança

Eu tenho um pião mas não to dou não.

 

Gira, que gira o meu pião, mas eu não to dou nem por um tostão

 

Eu tenho um pião, um pião que dança

Eu tenho um pião mas não to dou não.)

 

 

DIOGO_MAR

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

AS FLORES DO TEU CANTEIRO



As flores do teu canteiro

Dão forma e vida a este amor, de corpo inteiro.

 

Nunca na tua terra germinaram ervas daninhas

Fertilizo-te com o meu amor

Saciando a seiva que apadrinhas

 

Pétalas que surriem com o sol

Que choram com os pingos da chuva

Corpo do jardim da vida

Cabelos prateados da cor da lua.

 

Da tua boca brota a mais pura água do universo

Olhos sôfregos de paixão, aquela que eu te peço.

 

Terra que eu desventrei, numa vontade louca de cio animal

Equação de igualdade, desta raiz tão sensual.

 

Grito aos sete ventos, troando no desfiladeiro

És o meu mundo

Eu?

O teu forasteiro!

 

Minha incógnita de vida, num coeficiente de fator derradeiro

Eu sou a tua semente.

Tu?

O meu canteiro!

 

 

DIOGO_MAR

sábado, 20 de dezembro de 2014

ANIVERSÁRIO DO BLOG PALAVRAS DO MAR



Foi a Vinte de dezembro de 2011 que nasceu este blog.

Quando me prepus a ter na blogosfera este canto, nunca foi meu prepósito entrar para a galeria dos blogs notáveis, nem mendigar visitas.

Jamais em circunstância alguma a quantidade é sinonimo de qualidade.

Acima de tudo, foi sim, dar um cunho muito próprio e pessoal, da minha essência, quer em prosa ou poesia, espalhar a brisa do meu ego.

O Palavras Do Mar, é um blog transversal e abrangente a múltiplas vivências, nas quais nos podemos rever.

É sob o olhar atento, de muitos que vão seguindo a espuma das palavras, que vão desfiando por aqui, embalando na docilidade, de um mar ora revolto, ora bonançoso, na calmaria, ou na tempestuosidade da realidade da vida.

Neste percurso de três anos, tenho a humildade suficiente para vos dizer, que a escrita é uma estranha e bela amante, da qual sou cúmplice.

Mas sempre igual a mim próprio.

Não embarco, em escritas floreadas torneadas e rendilhadas, mas podres de tão inócuas que são.

Criei laços de amizade, numa blogosfera que deve ser vista como um todo, e não como muitos pensam ao porem-se em bicos de pés, achando que são os melhores.

Para esses, fica a minha compaixão pela pobreza de espirito, e leviandade que demonstram.

Continuarei de forma sóbria e paulatina, a ondular este blog.

Desde já, o meu muito obrigado, a todos que vão navegando e absorvendo, as PALAVRAS DO MAR.

 

SIM, PORQUE O MAR, TAMBÉM É TEU!!!

 

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO.

 


DIOGO_MAR

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O MEU PINHEIRO DE NATAL



Natal é, sinonimo de simplicidade e de verdadeiro altruísmo.



Raízes de felicidade



Tronco de união



Ramos de amor e solidariedade



Luzes de esperança.



Este é o meu pinheiro de natal.

 

 

DIOGO_MAR

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

UM NATAL MAIS QUE PERFEITO HISTÓRIA_9


 
Lembro aquele natal inesquecível, foi o mais terno e feliz, que a minha família podia ter.

O processo de guarda do Rodrigo, requerido pelos meus Pais e Padrinhos, junto do tribunal, ficando com a sua custódia, finalmente teve o seu epílogo.

Os meus Pais, em conjunto com o nosso advogado, interpuseram recurso, devidamente fundamentado, de forma categórica e inequívoca, rebatendo a primeira tomada de decisão, que não nos tinha sido favorável.

Reuníamos todas as condições socioeconómicas, para ficarmos com o Rodrigo.

Além disso, éramos uma família solidamente estruturada.

O meu Pai, sabia muito bem esgrimir os seus direitos de Padrinho, e não se deixava vencer facilmente.

Tudo se resume, a uma questão de caráter e personalidade, da qual sou orgulhosamente herdeiro.

Era determinado na luta e defesa das causas.

Esta, era do afilhado, de quem tanto gosta.

A prepotência ditatorial do homem, e das leis, não podem padecer de tão profunda e cruel cegueira.

 

Acredita em nós Diogo.

 

Estas palavras e a forte convicção dos meus Pais, deixavam-me tranquilo.

Eu não tecia comentários, sobre o assunto ao Rodrigo, para não lhe elevar, os índices de ansiedade, tinha receio, que cometesse algum ato irrefletido.

Dado adquirido, ninguém da aldeia e da escola, aceitava que ele fosse para uma instituição, a começar por ele próprio.

Eu era muito contido no que concerne a esta matéria.

Seguia todas as instruções, que os meus Pais me tinham dado.

Não lhe devia alimentar, falsas espectativas.

Dizia-lhe sempre para ter esperança.

O Rodrigo, mostrava-se bastante revoltado, pelo empasse em que estava a decisão, do recurso entreposto.

Mas depositava nos meus Pais, toda a confiança, e desabafava dizendo.

 

Diogo, só os Padrinhos me podem salvar.

 

Eu todas as noites, rezava para que tudo corresse a nosso contento.

Fiz uma promessa à Santa Rita, dar-lhe nove velas, tantas como a idade do Rodrigo.

Pedia-lhe, para nos ajudar a ganhar esta questão, e dessa forma dar-me, o irmão que eu tanto queria.

A minha Mãe, depois da gravidez de alto risco, a quando da minha gestação, ficou impossibilitada de ter mais filhos.

Um de nós esteve a morrer, mas felizmente estamos cá os dois, e muito felizes.

Tenho a melhor Mãe do mundo, e eu tudo faço para ser um bom filho.

Ao fim de uma luta titânica, por parte dos meus Pais, fazendo valer o grau de parentesco de Padrinhos, tudo chegou a bom porto.

Foi um processo que esbarrou em vários obstáculos, já que o tribunal, mostrava-se intransigente, em abdicar da decisão de institucionalizar o Rodrigo.

Todos sofremos muito com esse fantasma a pairar sobre as nossas cabeças.

Era uma guilhotina, que a qualquer momento podia decepar a vida do Rodrigo, ferindo de morte, no seu amor-próprio, e a nossa, pelo amor que todos lhe temos.

A frieza e por vezes indiferença, que as mais altas instâncias, abordam e tratam, estes processos, são execráveis.

Eu sempre acreditei, na capacidade e eficiência do meu Pai, e do advogado a conduzir este assunto, tão melindroso.

Por vezes via-o de semblante carregado, quando lhe preguntava como ia o processo.

Ele era lacónico na resposta, outras vezes algo evasivo, Evitando o meu sofrimento.

Estava ciente da importância que eu dava a adoção do Rodrigo.

O meus Pais sempre me diziam.

 

Diogo, mantém a calma, tudo está a ser feito com o intuito de trazer para nossa casa definitivamente o Rodrigo.

Temos de dar tempo ao tempo.

Saber esperar é uma virtude, e devemos saber lidar com isso.

Escuta bem filho.

Faz disto um lema de vida.

Contra a teimosia, nada melhor que a abnegação e persistência.

 

Estávamos pela primeira semana de dezembro quando chegou a resposta pela boca do advogado.

Deslocou-se a nossa casa, reunimos na sala.

Aquele hiato de tempo, de abrir a pasta, pegar nas folhas, foram minutos transformados em horas.

Os meus Pais, transpareciam uma calma aparente, eu estava mais tenso.

 

Diogo, o Rodrigo é teu irmão.

Ganhamos o recurso.

Foi dado o veredicto final.

 

Não cabia em mim de tanta felicidade.

O sonho de ter um irmão, realizava-se.

Saltei do sofá, gritando.

Ganhamos ganhamos ganhamos.

Abracei os meus Pais a chorar de alegria.

Com tanta emoção, só sabia agradecer-lhes.

Vi lágrimas nos olhos dos meus Pais.

O semblante do advogado, transparecia felicidade, pelo dever cumprido.

Terminava ali o caminho tormentoso do Rodrigo e Os maus tratos, que o Pai lhe infligia, mais o calvário deixado, pelo abandono da Mãe.

Agora juntos, Íamos desbravar novos horizontes, para um traçado de vida em comum.

Partilhar os mesmos Pais, a mesma casa, a mesma mesa e as mesmas brincadeiras.

Deixei que fossem os meus Pais a darem a notícia ao Rodrigo.

Foi no almoço de sábado em minha casa, que lhe foi transmitido, tão ansioso desfeche.

Os olhos tinham um azul cintilante, sedentos por saber qual o destino que o esperava.

Estava de rosto algo fechado, vi-lhe muito medo, daquele momento.

Foi então que o meu Pai, disse.

 

Rodrigo, este natal vai ser diferente.

 

Aquela pausa, parecia infindável.

 

Como assim Padrinho?

 

Esta casa é tua, o Diogo é teu irmão, nós os teus Pais.

 

Caiu num choro convulsivo, abraçado a mim, dizendo: finalmente somos irmãos!

Não cabia nele, de tanta euforia.

 

Somos irmãos Diogo!

Deus existe!

A Santa Rita também!

 

Abraçou o meu Pai dando-lhe um beijo, obrigado Padrinho, és um herói.

 

Rodrigo, não há heróis, há sim, garra e determinação, de lutar pelos nossos objetivos.

 

Acabou no colo da minha Mãe, momento carregado de enorme singularidade, e afeto.

Não tinha memória, de ser acolhido pelo único e melhor regaço do mundo, o de Mãe.

 

Adoro-te Mãe.

Agora não vos trato por Padrinhos, mas sim por meus Pais.

Tudo vou fazer, para vos retribuir e agradecer, todo o empenho na defesa desta minha causa.

Saberei estar a altura, da aposta que fizeram, e do investimento que vão fazer em mim.

Obrigado Pai, Mãe e mano, aquece-me o coração, poder prenunciar estes nomes.

 

Rodrigo, vamos-te ministrar os mesmos padrões educacionais do Diogo.

A partir de hoje, tens os mesmos direitos e obrigações do teu irmão.

 

Sim Pai, é justo que assim seja.

 

A minha Mãe afagava-lhe o rosto, e cobria-o de beijos, da forma carinhosa que eu bem conhecia.

Fui inundado por uma inusitada felicidade.

 

Bom, meninos, sabem qual vão ser as vossas tarefas para esta tarde?

 

O quê Pai?

 

Preparar o quarto do Rodrigo, e depois uma surpresa.

 

Qual?

Preguntamos em uníssono.

 

Vamos todos fazer a nossa árvore de natal, este ano ela reveste-se de um significado, redobrado e especial.

 

Boa, o pinheiro de natal vai-se chamar Rodrigo!

 

Não Diogo, vamos é deitá-lo no presépio!

 

Gracejou o meu Pai.

Soltamos em coro, uma sonora gargalhada.

Respirava-se um ar pleno de felicidade.

 

Agora meninos, acabou o secretismo relacionado com o processo do Rodrigo.

Quanto aos trâmites que faltam, nos próximos dias tudo ficará concluído.

Já podem dizer na aldeia, e na escola que ele está definitivamente em nossa casa, e que faz parte integrante da nossa família.

Assim se faz o natal!!!

 
DIOGO_MAR

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O AVESSO DO NATAL



Ora aí está, mais uma vez o frenesim e o consumismo exacerbado do Natal, circunscrito aos bens materiais.

Temos mais do mesmo é assim todos os anos.

Haja dinheiro e créditos, que esta gente embriaga-se de compras.

Compras e mais compras, como se não houvesse amanhã.

Gasta-se o que se tem, e o que não se tem.

Mas eu quero!

E continuo a crer, e crer muito!

É esta mentalidade irrealista, possuída pela sofreguidão vorás que nos conduzi-o a esta realidade pantanosa, onde submergiram os valores.

Muita gente, carrega orgulhosamente o estandarte dessa praga que descaracterizou esta época festiva.

Mais grave, é a herança que passaram e teimosamente continuam a passar aos seus descendentes.

A correria desenfreada a bens supérfluos, só porque fica bem exibi-los perante os outros transforma o espírito natalício, num espírito de hipocrisia doentio.

Tudo se esfuma, na manhã do dia seguinte, num oceano de papéis de embrulho e numa montanha de caixas, agora despojadas de sonhos e ilusões.

Depois vestem a pele de falsos moralistas quando confrontados com este flagelo social.

Haja pudor!

 


Diogo Mar

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

HISTÓRIA SEM IDADE História_8





Foi numa daquelas tardes pardacentas de verdadeiro ócio, que despoletou em mim a vontade de viajar até ao velho sotam.

Tinha espreitado pela janela do meu quarto, e constatei do frio que estava lá fora, de mão dada com um céu toldado de nuvens a prometer chuva a qualquer momento.

Vesti um fato de treino, de resto é a indumentária que mais gosto de trazer por casa.

Corri a tampa do alçapão de acesso ao sótão, era como se estivesse a abrir a janela do tempo, onde estão guardados anos de múltiplas vivências.

Mal esta deslisou, as minhas narinas foram inundadas por pó, e um cheiro marcante a mofo.

Depois de uma série de espilros, lá continuei a minha cruzada de remover pó e algumas teias de aranha, que pareciam ter feito uma barreira protetora as minhas recordações.

Ali estava ao canto o meu velho cavalinho de madeira, a quem fiz um poema publicado aqui no blog.

Abria cada caixa como se fosse uma prenda acabada de receber.

Era uma verdadeira incógnita o que lá estaria dentro.

Até o frenesim de as abrir me faziam voltar aos tempos de criança, faminta de saciar a minha curiosidade.

A primeira estava cheia de carros de coleção, alguns já oxidados pelo tempo.

Eles foram os meus campeões em corridas que fazia com os meus amigos.

O meu preferido era um carro vermelho que de tanto uso estava gasto a cor já esbatida.

Contemplei-o durante alguns minutos, rebobinando o filme da minha memória.

Chi!

Agora, era tão pequeno na minha mão crescida, cheia de mundo.

Filo deslisar no chão do sótão.

Estava lento, tinha perdido o fulgor de outros tempos!

Tirei-os para fora da caixa, um a um, como se folheasse um livro de episódios, de memórias de anos longincos, mas que eu gostava de reviver.

Deixei-me embalar pelo berço do tempo, das horas morrentes de saudade.

Não tinha reparado que bem lá no fundo estava uma cobra e uma tarântula de borracha que faziam as minhas delícias para assustar as pessoas pelo carnaval.

Ups!

Desta vez quem se assustou fui eu!

Logo eu, que detesto répteis.

Esfreguei os braços, já que tinha ficado com pele de galinha e recoloquei-os onde estavam.

Ainda recordo, o grande susto, que preguei a Miquinhas padeira, quando lhe pendurei, no puxador da porta a cobra.

Brincadeira, que me custou uma bofetada da minha mãe, e um castigo, já que a senhora, sentiu-se mal, chegando mesmo a desmaiar.

Abri a segunda caixa.

Estava cheia de animais, que vinham como brinde, no interior de uma marca de detergente em pó, para lavar roupa.

Bom, tanta bicharada que dava certamente, para fazer um jardim zoológico completo.

Libertei os todos.

Sentado no chão, agora estava rodeado por carros e animais.

Reparei nos cavalos que punha ao serviço dos guardas do castelo, que fazia em lego.

Fui para a terceira caixa, era a maior de todas, tinha vindo lá dentro a máquina de lavar roupa.

Abri as tampas, carregadas de pó, la vieram mais meia dúzia de espilros.

Atchim!

Acho que por este andar vou sair daqui sem nariz.

Soltei uma gargalhada, ao deparar-me com a minha primeira mochila, tinha estampado o Marco.

Personagem de uma boa série, que passava na televisão.

Contempleia, assim permaneci durante alguns instantes.

Tinha transportado nela muito daquilo que hoje sei.

Foi o primeiro degrau de uma longa escadaria, de aprendizagem e conhecimento.

Fui inundado, por uma nostalgia revestida de um misto de alegria e saudade.

Foi como se o relógio parasse.

Vasculhei toda a caixa, numa verdadeira ânsia de ver as histórias, que ali estavam guardadas.

Fisgas, bolas, pião, cubo mágico, ioiô, berlindes, lego, carros telecomandados e uma velha locomotiva.

Seria ela a máquina do tempo, de uma viagem que eu estava a ser o maquinista?

Mas esta panóplia de recordações não se ficava por aqui.

Os meus jogos do micado, o sabichão, o monopólio e a batalha naval.

Eis que surgem as barbatanas os óculos e as boias de levar para a praia.

Dentro da minha velha e gasta mochila, lá encontrei as minhas cadernetas de cromos que folheei lentamente como se estivesse a venerar os meus heróis, de tempos idos.

De repente cai um pequeno papel, olhei, fiquei pregado.

Eu não acredito!

Era um dos bilhetes que trocava com a Rita, a minha primeira namorada.

Ó saudade!

No meu estojo, ainda morava um lápis, aguça a borracha e os cromos repetidos, bem como o cartão de estudante, com uma fotografia dos meus 10 anos.

Sem que eu desse por isso, estava uma tarde muito bem passada.

Dei início a tarefa, de encaixotar cuidadosamente, todos os capítulos, que narram uma história bem presente.

Tinha dado corpo a uma cúmplice aliança, com tempos idos, que fazem parte do meu eu, onde gosto de me perder!

 

DIOGO_MAR