quinta-feira, 7 de junho de 2018

GÊNESE


 
Eu sou intemporal.

Sou um apaixonado pela vida, e por tudo que ela nos oferece.

 

Adoro viver.

 

Adoro voar ao encontro do tudo e de todos.

 

Adoro o longe e a miragem.

 

Adoro abrir de par em par, este coração entalhado de desejo.

 

Adoro navegar e aportar, no mar chão do teu corpo.

 

Adoro ser a semente, que germina e fertiliza o teu canteiro.

 

Adoro saciar a minha sede na fonte que brota dos teus lábios.

 

Adoro pentear os dias, afagando-lhes o rosto com mãos repletas de esperança.

 

Adoro flutuar nas azas das emoções.

 

Adoro ser o porta-estandarte da verdade, abnegação, humildade e justiça.

Desta forma sim:

Eu, sou eu!

 

DIOGO_MAR

sexta-feira, 25 de maio de 2018

CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO DISTINGUIDA COM VALIOSO PRÉMIO


 
Mais um enorme feito para o Concelho de Valongo, com o arrecadar por parte do Município, de tão distinto prémio.
Fico muito orgulhoso e feliz, por ter feito parte deste grupo de trabalho fantástico, e de ter emprestado a voz, a um filme que narra um pedaço da história de todos nós.

 

18 Maio 2018

 

O Prémio Geoconservação 2018 foi atribuído à exposição “Trilobites em Valongo: um rasto de história…” A Exposição “Trilobites em Valongo: um rasto de história…” foi distinguida com o 1.º Prémio de Geoconservação 2018, atribuído pelo Grupo Português da ProGEO (Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico). Este prémio visa distinguir o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Valongo na implementação de estratégias de conservação e valorização do Património Geológico no seu território. A cerimónia de entrega do Prémio de Geoconservação 2018 realizou-se no dia 18 de maio, no Museu Municipal de Valongo, local onde está patente ao público até finais do mês de Setembro a exposição “Trilobites em Valongo: um rasto de história…”. Realizada com o apoio científico do Museu de História Natural da Universidade do Porto e inaugurada no âmbito das comemorações dos 180 Anos do Município de Valongo, esta mostra dá a conhecer os seres marinhos fascinantes que povoaram o território do concelho na Era Paleozoica, há centenas de milhões de anos, muito antes da existência dos dinossauros. Pretende-se divulgar não só o riquíssimo espólio fóssil de Valongo, mas também a história do maravilhoso mundo outrora habitado pelas diferentes espécies de trilobites.


LINK

 
https://www.youtube.com/watch?v=MWR6Mdp1RrU
 


 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

PERPÉTUO


 
Perdeste-te na bruma dos dias, transformada em silhueta de saudade oculta por de traz das vestes da ausência.

Lavro a terra com palavras agastadas regando-a com a chuva do desespero.

Desembainho a espada manchada pelo sangue do sofrimento.

Confino-me a ínfimas partículas de cinzas varridas pelo vento da amargura.

Dedilho as notas desafinadas da melodia do desalento lúgubre.

As forças, esbatem-se na derrota da cumplicidade dos dias, exalando o incenso da mistificação.

O sol, vestiu-se de fuligem imanada pela minha alma petrificada.

Agora já só resta, uma amálgama fossilizada nas estrias da memória emoldurada por uma submissão mutilada, por um ascetismo impiedoso.

Em vão, abraço o inatingível, com o mais louco fervor de ser feliz.

O grito lancinante é amordaçado, pela implacável resignação que me asfixia.

As mãos trémulas, evidenciam a minha fragilidade, entregue a um destino debruado pela conivência castradora.

Não sei de mim!

 

DIOGO_MAR

domingo, 6 de maio de 2018

OLÁ MÃE


 
No desenfreado mundo do consumismo, houve a necessidade de criar mais um dia especial!

Já há muito manifestei-me ser arrevesado a estes dias especiais.

Todos os dias são dias para exaltarmos os valores que nos devem nortear, logo devemos pautá-los por justiça, solidariedade e altruísmo.

dessa forma fica implícita toda a dedicação que devemos ter para com aqueles que guiam os nossos passos e sempre tiveram um regaço disponível e uma palavra de carinho, amor e incentivo a nossa construção.

Quanto a este dedicado a Mãe, ela para mim é todos os dias o expoente máximo da minha existência e da herança que me passa.

Pela sua singularidade, perspicácia e abnegação faz de ti, um ser único e incontornável.

A teres um dia teu Mãe, sei que continuas fiel ao dia 08 de Dezembro, dia da imaculada Conceição.

Mas, como todos os dias são teus, o teu beijo muito grande Mãe.

 

DIOGO_MAR

sexta-feira, 4 de maio de 2018

PROMISQUIDADE POLÍTICA NO REINO TUGA


 
Como se não chegasse o número de deputados com acento parlamentar ser um vergonhoso exagero, (230) advindo daí avultados custos acrescidos, e a constituição até contempla a possibilidade da sua redução, 230 para 180 figurões, (tendo por base a interpretação e aplicação do artigo 148 da Constituição da República), mas aqui todo o quadrante político faz um pacto de silêncio em vez de executar a ação, e moralizar o país, revelando uma ganância desmesurada e sem pudor.

Porque será?

 

Já não nos basta a chamada casa da democracia estar ferida de ambiguidade e suspeição ao ser ocupada por largo número de deputados, com ligações a vários gabinetes de advocacia, porque dá jeito, e mais a mais, as pessoas querem-se nos sítios de influência.

 

Ainda temos mais este escândalo, são vários os deputados com casa própria em Lisboa, que declaram moradas oficiais fora da capital, isto chama-se, puro execrável oportunismo político, só tende a agravar a péssima imagem que a classe partidária conquistou, o descrédito total, e com gravíssimos reflexos no alheamento do povo dos atos eleitorais.

Prestar declarações falsas não é crime?

 

O crime de falsas declarações passa a abranger todas as afirmações feitas perante as autoridades oficiais, que se destinem a produzir efeitos jurídicos, próprios ou alheios, e punido com pena de prisão até um ano ou de multa, se a pena mais grave “não lhe couber por força de outra disposição legal”.

A nova redação do artigo 348 define, na alínea a), que "quem declarar ou atestar falsamente à autoridade pública, ou a funcionário no exercício das suas, identidade, estado ou outra qualidade a que a lei atribua efeitos jurídicos, próprios ou alheios, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa, se pena mais grave não lhe couber por força de outra disposição legal"

"Se as declarações se destinarem a ser exaradas em documento autêntico, o agente [o arguido] é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa", define a lei.

Este tipo de crime deixa assim de se confinar às declarações que são recebidas como meio de prova em processo judiciário ou equivalente.

 

A classe política que exige sacrifícios ao povo, é a mesma que comete e pactua com estes delitos inqualificáveis.

Tenham vergonha!

 

 

DIOGO_MAR

quarta-feira, 25 de abril de 2018

44 CRAVOS DE ABRIL



Houve homens e mulheres do meu País, que sonharam dar outro futuro aos seus filhos.

Cansados de ditadura, mordaça e garrote as palavras e aos pensamentos, saíram para a rua, e imbuídos de um nobre espírito de raça e abnegação, fizeram do dia 25 de Abril de 1974, um marco incontornável na história deste nosso Portugal.

Batizaram-no, por revolução dos cravos.

Eram as contas que tinham de ser acertadas, com os cães raivosos e inquisitórios de longos anos de sofrimento, imposto covardemente a um povo indefeso.

Era um virar de página de um livro repleto de sonhos, até ali adiados, mas que estavam a um passo de ganharem corpo.

Nunca a palavra liberdade tinha tido tanto significado para um povo, jogado na sargeta do ultraje, pelos carrascos dos fascistas.

A ditadura, era implacável para com aqueles que ousavam erguer a sua voz.

Perseguidos, Presos, torturados e mortos, pela PIDE-DGS, a polícia do regime, era o preço a pagar por explicitar o descontentamento contra os vampiros, que agiam sob a capa do regime ditatorial.

Portugal era um País pobre, cinzento, amargurado, subdesenvolvido e sem futuro.

A guilhotina era feroz e cruel, haviam bufos infiltrados com o lápis azul por toda a parte, eram as fontes de informação do regime.

 

Cravos vermelhos sangue, em memória dos que sucumbiram.

Cravos vermelhos, de determinação e vitória.

Cravos vermelhos, que simbolizam o desabrochar de um novo País a florir de esperança.

Cravos vermelhos, a parir o brilho e o sorriso nos rostos sofridos e castigados até então.

 

Nasceu assim uma nova alvorada, para um povo faminto pela conquista da sua identidade.

Portugal, ergueu-se das cinzas, houve a necessidade de ter engenho e arte, para reconstruir um País próspero e com desafios difíceis para vencer.

Volvidos 44 anos, não podemos reduzir esta data a uma simples efeméride, devemos sim honrar todos aqueles que de forma direta e indireta, fizeram o 25 de Abril, desde os capitães de Abril, até aos que no anonimato deram o peito as balas e desafiaram a ditadura.

Eles hoje, são os nossos avós, os nossos Pais, que nos ofereceram a melhor e valiosa prenda que algum País pode ter. A liberdade de expressão e pensamento, herança que as gerações seguintes não têm sabido dar o devido e reconhecido valor a tal conquista.

Dói-me a alma ao constatar a falta de respeito de um País pelos monumentos vivos que tudo deram e fizeram, pelo nosso Portugal, e agora veem-se jogados ao esquecimento, com reformas miseráveis, a morrerem de abandono! Estes não são os ideais de Abril!
 

Passados 44 anos, constato ainda graves e injustas clivagens sociais, a par de uma perigosa corrupção que mina a democracia, e deixa o povo inseguro e desconfiado.

Não são estes os valores exaltados pelo 25 de Abril de 1974.

Lamento profundamente, que algumas pessoas, tivessem confundido democracia, com anarquia e oportunismo.

Urge a necessidade de enraizar nos mais jovens o verdadeiro significado do 25 de Abril, para que dessa forma deem o verdadeiro sentido aos valores que devem nortear um povo.

Elevem bem alto, a bandeira do caráter, ética, moral e altruísmo.

Jamais uma sociedade justa se constrói sem as elementares regras inalienáveis dos direitos, mas também dos deveres.

Temos vindo infelizmente a assistir ao proliferar de uma panóplia de sistemas éticos e morais, que tem contribuído para um afastamento da nossa civilização de uma tradição que precisa ser recuperada, sob pena de assistirmos a submersão de princípios, valores e instituições cruciais para que a dignidade da pessoa Humana seja resguardada e prevaleça.

Se o sistema moral está podre, isto acaba por contaminar todo o tecido social e da aso ao desencadear de um autêntico vale-tudo nos campos da política e da economia, e por efeito dominó infeta toda a sociedade.

A magia do 25 de Abril de 1974, remete-nos a uma introspeção, que nos enriquece, e nos faz ter e sentir mais pátria no peito.

 

VINTE CINCO DE ABRIL SEMPRE

 

DIOGO_MAR

 
 

sábado, 14 de abril de 2018

MENSAGENS-DO-MAR


 
Pais falidos de valores, deram lugar a filhos indisciplinados.

 

DIOGO_MAR

 

Neste modelo de sociedade de fachada assente em estereótipos, Os Pais, deviam-se preocupar mais em terem filhos felizes, em vez de lhes exigir para que sejam os melhores.

Antes filhos felizes e realizados, conscientes das adversidades da vida, que serem os melhores, a viverem num pedestal enganador, banhado por materialismo, alheios da realidade.

 

DIOGO_MAR

 

O colapso dos valores na sociedade, tem repercussões de contornos catastróficos.

Impera o culto da lei da selva.

 

DIOGO_MAR

 

O deprimente culto de viver uma vida de fachada, espelha a artificialidade de uma sociedade perdida em dias obscuros e pantanosos do faz de conta.

 

DIOGO_MAR

 

Não me procures na tua sombra, já que eu sempre farei parte do teu sol.

 

DIOGO_MAR

 

No dia em que fores igual a ti próprio e não o que querem que tu sejas, serás feliz.

 

DIOGO_MAR

 

Quem não está de bem consigo mesmo jamais conseguirá estar de bem com os outros.

 

DIOGO_MAR

 

Prefiro ser odiado por aquilo que sou, que ser amado por aquilo que não sou.

 

DIOGO_MAR

 

Sou um vagabundo, que traz no peito um mar de palavras, nada mais que isso.

Vou sarrabiscando a cartilha da vida, com sentimentos que as gotículas de sangue (Letras) dão corpo.

Não almejo agradar a todos, mas no que escrevo levita o olhar efervescente do DIOGO_MAR, paladino de causas nobres e altruístas.

 

Sou eu mesmo, naquilo que valho, naquilo que acredito...

Sou eu mesmo, naquilo que tenho, naquilo que quero ter...

Sou eu mesmo, total e inacabado...

Sou eu mesmo, lógico e imaginário...

Sim:

Esse, sou eu mesmo!

 

DIOGO_MAR