terça-feira, 15 de agosto de 2017

FESTIVAIS DE EMPRÉSTIMOS


 
Aí estão em toda a sua efervescência, os festivais que varrem este pequeno País de norte a sul.

Tudo se tornou motivo para se chamar de festival.

Foi uma astuta forma, para sacar uns bons euros, aos Pais da maioria da mol humana, que vai em debandada para aldeias, vilas e cidades esgotar recintos com milhares de pessoas, que na sua maioria são putos e pitas, que vivem uma vida faustosa subsidiados pelos seus Papás, os mesmos que tiveram papel ativo e irresponsável na criação de um pântano, para onde precipitaram este Portugal e a avaliar pelas notícias vindas a público, não aprenderam a lição, já que estão a reincidir nos mesmos erros de um passado bem recente.

Mas a chavalada, não lhes interessa nada disso, até porque foram habituados a terem tudo e a que lhes paguem tudo.

Eles limitam-se a exigir e mais nada.

 

(O Banco de Portugal divulgou alguns dados de 2017.

O consumo, registou um empréstimo de mais 145 milhões até ao final de Maio, do que em igual período de 2016.

As famílias fizeram novos empréstimos ao consumo no valor total de 1650 milhões).

 

Eis que está de volta a febre do consumismo desenfreado, tudo se compra recorrendo ao modelo de empréstimo e prestações.

É mais do mesmo!

Depois dizem que foram ludibriados, que houve marketing enganador! Bla, bla, bla...fazendo o papel de vítimas!

Desculpas de mau pagador.

Mas que raios de sociedade de merda, artificial, plástica e egocentrista que alicerça a sua vida na ostentação da mentira e do engano e que não aprende com os seus erros.

Pior ainda, passa orgulhosamente essa execrável herança, para os seus descendentes, os tais que estão ao rubro a gastar uma boa maquia para marcar presença para ver os seus ídolos da música.

Em paralelo aos espetáculos, estão bem definidas as grandes orgias de drogas leves ou mais pesadas, mais sexo, tudo isto bem regado com muito, mas mesmo muito álcool, porque só assim é cool, tanto que por vezes já nem conseguem ver os concertos, já que eles estão completamente OFF.

(Bateu forte mano)!

Mas é para todo este deplorável e degradante espetáculo, que os Papás dão o seu orgulhoso patrocínio e aval e até dizem que é fixe!

(Mas tipo):

Será que eu é que estou ultrapassado e isso dá status social?

Pobre linhagem de fachada a cair de podre.

Este é o exemplo acabado de uma felicidade mentirosa, paga em prestações.

Mas se calhar é giro!!!

 

DIOGO_MAR

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O TRAVO DA MEMÓRIA


 
Não, não me peças o que eu não te poço dar.

Não, não me exijas o que não tenho para te oferecer.

Não, não me digas o que os meus ouvidos não ouvem.

Não, não me mostres o que os meus olhos não veem.

Não, não me faças sentir o que não sinto.

 

Eu sou o longe e a miragem, o vazio cheio de nada, um rio esmagado pelas suas margens.

Caminho pelo acaso de mão dada com a lonjura, arrebatado por sonhos inatingíveis.

Peito dilacerado por cicatrizes que o tempo não apagou.

Afago os dias, emoldurados na paleta de cores esbatidas pela penumbra de uma aurora que tarda.

Jogo castigador, num abraço desabraçado vindo das entranhas do impenetrável.

Grito em silêncio num apelo às minhas ténues e mortiças forças.

Hoje venero a aceitação a que me resigno.

 

Se tu me ouvisses!

Se tu voltasses!

Se tu recriasses o hino da alegria, da espontaneidade e verdade que juntos ecoamos.

Lembras-te?

Mas tal como a água que nunca passa duas vezes sob a mesma ponte, também o nosso capítulo secreto teve o seu epílogo.

Agora as palavras estão moribundas tornaram-se efémeras.

Não ouso blasfemar pela tua ausência.

Até sempre!!!

 

DIOGO_MAR

terça-feira, 8 de agosto de 2017

NÃO TENTEM MINISTRAR-ME LAVAGENS CEREBRAIS...


 
Política, religião, sexo, desporto...

Sou uma mente aberta, recetiva aos novos tempos, um progressista por natureza, desalinhado com o tradicionalismo castrador e de clausura.

 

Desculpem-me a franqueza, mas repudio mentes retrógradas, é que não tenho mesmo pachorra!

 

Sou fiel aos princípios e valores que devem nortear o individuo, mas que não sejam inquinados e bolorentos, nem algemem o percurso de vida escolhido.

 

Se há algo que nunca abdicarei, é de ser incondicionalmente igual a mim próprio.

 

Não prostituo o caráter nem a personalidade, é uma questão de ADN.

 

Prefiro a frontalidade fraturante, a um consenso hipócrita.

 

DIOGO_MAR

sábado, 5 de agosto de 2017

NO RASTO DAS TRILOBITES


 
Aqui vos deixo, um pequeno documentário ao qual emprestei a minha voz, que narra as origens longínquas do concelho ao qual pertenço:

VALONGO

É um trabalho que obedeceu a regra dos três cês.

Claro, correto e conciso.

 

Clique no link abaixo e disfrute deste magnifico documentário.

Parabéns, a toda a equipa que realizou e produziu este pedaço de história.

 


 

DIOGO_MAR