terça-feira, 25 de abril de 2017

VINTE CINCO DE ABRIL


 
Olá, passei só para vos dizer, que eu orgulhosamente pertenço a geração do 25 de Abril de 1974, os que tiveram de fazer pela vida, os que souberam aceitar privações de vária ordem, mas ao mesmo tempo, os que nunca desistiram porque sempre tiveram objetivos na vida.

Foi de veras fudido?

Foi sim, mas foi há custa dessas adversidades que nos fizemos homens e mulheres resistentes e com capacidade de luta e sofrimento.

Os que pariram esta nova geração. Amorfa, inócua, sem rumo, anarca e sem princípios.

A geração que se limita ao culto do belo, sexo, álcool e veneram o materialismo, mas carater, personalidade, conhecimento, cultura é algo que lhes passa ao lado.

A geração que tem tudo, e ao mesmo tempo não tem nada!

Mas reclamam e voltam a reclamar. Querem, e voltam a querer!

A geração que acha que só deve ter direitos, ignorando os deveres.

A geração, dos NEMNEM...

Erramos em presenteá-los de maneira faminta, tentando colmatar o que não tivemos, erradamente optamos por um caminho pantanoso: o facilitismo.

Quisemos dar tudo o que não tivemos!

Erramos?

Sim erramos.

As dificuldades para vencer os obstáculos no trilho da vida, só nos engrandece e faz-nos mais maduros e determinados.

Só vos quero pedir um favor:

Saibam honrar os vossos Avós e vossos Pais.


Amem o 25 DE ABRIL, os seus ideais e valores.
 

 

DIOGO_MAR

sábado, 15 de abril de 2017

PÁSCOA


 
Para todos os que comigo partilham a blogosfera, deixo os votos de uma FELIZ E SANTA PÁSCOA!

 

Permite que a cada dia, aconteça a ressurreição do melhor do teu âmago.

 

Desnuda-te do materialismo, preconceito, ódio, banalidade, egoísmo e futilidade.

Só assim se faz PÁSCOA!!!

 

DIOGO_MAR

sábado, 1 de abril de 2017

A VERDADE DO ENGANO


 
Não vejo necessidade em haver um dia dos enganos, já que a nossa vida é um verdadeiro engano.

Desde que nascemos, alguns por engano, até ao fim desta travessia terrena, somos obrigados quer de forma activa ou passiva, a enganarmos e ser enganados.

Desempenhamos um papel, de atores no palco da vida, no qual não nos revemos em larga percentagem.

Asfixiamos de engano, vivemos frustrados de engano.

O engano tem tanto de balsâmico, como castrador, no entanto temos que fazer um exercício aturado esmiuçando onde acaba o engano, e onde começa a mentira, que em muitas vezes se diluem, em indivíduos de personalidade e carácter pantanosos.

O engano institucionalizou-se, disseminou-se feito praga de forma avulsa.

Não faltam por aí vendedores de sonhos enganados.

Damos carta branca a mentira, para de seguida dizer: olha, foi engano!

Acreditamos por engano, sofremos por engano, somos felizes enganando-nos.

Vamos à exaustão para destrinçarmos o engano da mentira, depois, de forma infrutífera, acabamos resignados nas redes do ópio do engano.

Há muita ambiguidade e premeditação no engano para desculpabilizar palavras e actos condenáveis, mas que ficam sob a capa de protecção de ter sido engano.

Não sei se me enganei a escrever estas linhas, mas sempre vos digo:

Desculpem:

Não foi de todo engano!!!

 

DIOGO_MAR

sábado, 25 de março de 2017

MEU NORTE


 
Finto sentimentos que fecundo num peito sedento de identidade

Vida rascunhada pela idade.

 

Rebeldia amordaçada pelo vazio do saudosismo

Pobre prisioneiro de mim jogado no abismo.

 

Asfixio sem encontrar o antídoto que me transporte as minhas raízes

Desfio os anos não encontro a semente das minhas matrizes.

 

Audácia esmagada pelas recordações

Aqui me encontro inerte na sarjeta implacável de emoções.

 

Viela da saudade onde se perdem os meus passos

Encontro desencontrado de momentos amargos.

 

Desgastado pela corrosão déspota da ânsia

Força moribunda sem tenacidade nem esperança.

 

Procura incessante nas gavetas da memória

Marco geodésico janela para a minha história.

 

Torrente de vivências lapidadas num quadro inacabado

Olhar melancólico que desagua na foz do passado.

 

Turbos são os dias desta imagem pardacenta

Peito ceifado pela dor da ausência.

 

DIOGO_MAR

domingo, 5 de março de 2017

PREÇO DE SER CRIANÇA


 
Mordo palavras pérfidas sem destino,

Esperança madrasta no olhar do menino.

 

Imploras o direito a seres criança que te foi roubado,

Sucumbes à economia cega e voraz que te elegeu escravo.

 

Palavras de cosmética podres de hipocrisia,

Aniquilaram a magia de seres criança, mutilaram a tua alegria.

 

Servem-te numa bandeja de crimes hediondos,

Flagelam-te numa carnificina de dias imundos.

 

Horizonte perene onde não cabe o teu brincar,

Olhar mortiço que desconhece o verbo amar.

 

Obrigaram-te a seres ator no teatro de guerra, atribuíram-te papel de escudo na frente de combate,

Atitude insana transformaram-te em carne para abate.

 

Discípulos do xadrez político onde não cabe a razão,

Falsos profetas vangloriam-se impunemente ao inçar a bandeira lúgubre manchada de sangue no pendão.

 

Órfão de sonhos para uma vida, guardião de todas as fantasias,

Jogaram-te na trincheira, arma em riste, dedo no gatilho onde agonias.

 

Mensageiros responsáveis, apregoam serem teu paladino,

Forçaram-te a uma vida de indigência, diluindo-te no lixo do caminho.

 

Agora resta a humilhação de pouco ou nada fazer,

Perdem-se em discursos inócuos, ignoram o teu sofrer.

 

És vilipendiado chacinaram a tua alegria,

Enclausuraram-te na eternidade de uma noite que não se lhe conhece o dia.

 

Tu só pedes ao mundo que te deixe ser menino,

No embalo da estrofe de tão mórbido hino

 

DIOGO_MAR

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ENTRE LINHAS


 
Faço por mostrar-te indiferença, para que compreendas que é nessa mesma atitude profilática, que reside o antídoto, para aniquilar o veneno da mentira e do engano, que a tua relutância persiste teimosamente em adiar.

Não sou teu amigo em moldes de completa aprovação e elogios.

Sou muitas das vezes o que menos gostarias de ter na tua frente, porque te provoca, porque te afronta e desmonta os teus planos falaciosos e te alerta para as tuas vulnerabilidades.

Mas por isso mesmo é que sou teu verdadeiro amigo.

Sabes, tu desconheces que a penalização é tão ou mais pedagógica, que a sistemática aprovação avulsa e livresca.

Não gostes de mim, pelo que sou, mas sim pelo que faço.

A artificialidade humana, não é de todo a minha praia.

Para que saibas, até mesmo eu muitas vezes não gosto de mim, mas parto as correntes que me estão a algemar, para cumprir com o pacto que fiz para comigo:

Fiel ao meu trilho, valores e princípios.

Não consinto olhares de serpente que tentam despir-me.

Poucos são aqueles que de facto me conhecem na minha essência.

Prefiro palavras cáusticas, mas verdadeiras, que palavras aveludadas e hipócritas.

Antes fraturante, que consensual e sentir-me prisioneiro de mim mesmo.

A realidade é tão indesejada por alguns, preferem o bálsamo do engano.

Jamais para mim, a mentira é verdade, do mesmo modo que a verdade não é mentira.

Não uso hierarquias para as palavras nem poupo a ironia ou o sarcasmo.

Prefiro morrer de pé, a viver uma vida ajoelhado.

Sou feito de maça bruta, eu sei que sim:

Mas pura e verdadeira.

Sei que magoou e defraudo algumas pessoas próximas, que se renderam a uma vida maquilhada pela superficialidade e aparato.

Mais uma vez reafirmo:

Não é de todo a minha praia.

Acham-me inconveniente, e por vezes austero, por chamar os bois pelos nomes, mas porque ei-de eu dar guarida ou perder o meu precioso tempo a tentar compreender a imbecilidade humana?

Por tudo isto, sou livro sem folhas, sebenta sarrabiscada pela mão trémula de anseios e desvaneios ancorados num cais de palavras sem idade.

 

DIOGO_MAR

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CONTRAMÃO


 
Serpenteio caminhos onde levitam vontades emolduradas em saudosismo.

Ziguezagueante desfiro paços trôpegos e cambaleantes de recordações passadas.

Onde estou?

Por onde vou, ou quero ir?

Se é que quero!

Ó, fracas são as forças deste sonambulismo anestesiante.

Fraquejo no presente porque o passado me corrói.

Estranho bailado este, onde estou sempre em contradança comigo mesmo.

O relógio vai marcando a caducidade dos dias.

O sol melancólico, apresenta-se envolto numa névoa de desalento.

A cartilha destas linhas desalinhadas reflectem o caudal de um rio esmagado pelas margens.

Esgrimo argumentos desabotoados por fragmentos de histórias, que perpetuam no tempo.

Vivo o presente, sustentado pelo ópio do passado a quem imploro intemporalidade.

Resta-me resignar as mãos de capítulos transportados no regaço da monção que me sacia.

A fonte de quimeras do ontem, rubricam as páginas do presente, tornando o futuro uma incógnita sem prazo nem idade.

 

DIOGO_MAR

domingo, 12 de fevereiro de 2017

PORTO PELA TERCEIRA VEZ ELEITO MELHOR DESTINO EUROPEU


 
A postura do organismo Turismo de Portugal, perante o prémio arrecadado pela cidade do Porto, como o melhor destino europeu revela uma miopia centralista jacobina, é deplorável e vergonhosa a Azia que demonstraram pelo enorme feito, ao terem ignorado o galardão merecidamente atribuído ao Porto.

É quase tão grande o reconhecimento do da cidade do Porto como melhor destino Europeu de 2017 como o tamanho das vossas trombas!

O turismo de Portugal, devia alterar o seu nome para Turismo de Lisboa e Algarve, ou turismo do sul.

Dessa forma poderão ficar com mais tempo para promoverem os vossos quintais.

Limitam-se a só olharem para sul, mas, no entanto, são sustentados pelo Norte, retratam uma pequenez execrável.

Aqui está a prova mais que provada, que vocês são inúteis de todo.

Não precisamos de vocês para promover o melhor destino europeu.

O turismo na cidade do Porto, transpira pujança e felicidade, iremos continuar a ser uma pedra no sapato destes energúmenos.

Falta de respeito gritante.

Organismo de gente mentecapta que só conhece Lisboa.

Acabem de uma vez com estes organismos sorvedouros de dinheiro e que só existem para jobs for the boys.

Lutamos, justamente, contra o centralismo que instituições como a vossa teimam em perpetuar.

Portugal tem de ser visto e tratado como um todo!

O Porto já venceu 3 vezes este título, (2012 2014 2017).

Este ano, venceu mais uma vez ao provar que a nossa voz se faz ouvir. Espero que a tenham ouvido bem!

Este é o sangue e a alma, da invicta Mui Nobre e Sempre Leal Cidade do Porto.

 

DIOGO_MAR

domingo, 5 de fevereiro de 2017

TRADIÇÕES E PENSAMENTOS BOLORENTOS


 
É chocante ou até mesmo ridícula a atitude de alguns progenitores ao criarem objetivos definidos para as idades dos seus descendentes, na transição da adolescência para a idade adulta, criando-lhes graves problemas de autoestima incutindo-lhes um sentimento de humilhação.

Isto é:

Se aos 16 anos de idade ainda não arranjaram uma namoradita, é algo estranho, mas nada de preocupante.

Mas se essa situação se mantem aos 20, bom aí já começa a ser preocupante!

Aos 22 anos, bom aí já é algo muito preocupante, porque já começam a haver comentários e desconfianças dos amigos e da família, interrogando-se sobre a sua orientação sexual.

Corre a boca pequena que pode ser gay, até porque convive mais com pessoas do mesmo sexo.

Mas se aos 25 esta situação persiste, bom, aí cai o Carmo e a trindade!

Dispara o alarme.

Tocam os sinos a rebate!

O rapaz é mesmo estranho, é gay, ou pode padecer de problemas sexuais que ponham em causa a sua virilidade.

É um escândalo!

Já toda a gente comenta, e dá palpites.

Aceitam-se apostas!

 

Então ele não arranja uma rapariga?

Os anos estão a passar e ele não há meio de exibir uma rapariga aos Pais, família e amigos?

Aqui há coisa!

 

É neste clima de suspeição castigadora que vivem muitos adolescentes e já adultos.

Os Pais, não aguentam a pressão dos comentários e das perguntas bem como desconfianças, começam a cobrar.

Dizem que não tem pressa que namorem, casem e tenham filhos, mas é mentira, morrem quase de vergonha!

Só conseguem encontrar anormalidade, num percurso de vida perfeitamente normal.

 

Olha, já não achas que são horinhas de arranjares uma namorada?

Afinal o que se passa contigo?

Só te vejo acompanhado por amigos!

Já viste o que as pessoas podem pensar?

Aliás, já falam!

Que vergonha! Para ti e para nós!

Vê lá se arranjas uma miúda, já tens mais que idade para isso!

Mesmo porque não tem jeito seres Pai muito tarde, nós queremos netos!

 

Como se fossem eles os detentores do futuro do filho.

Casar e procriar, são os únicos objetivos dos progenitores.

É infelizmente esta doutrina execrável e achincalhante, e egoísta que muitos Pais adotam com os seus filhos rapazes, enquanto elas, uma situação destas é vista como uma opção, neles, é um desvio, causando-lhes distúrbios emocionais e psicológicos por vezes graves de debelar.

Perde-se a noção do razoável.

Ela, se o tempo passa e não namora nem casa, vai para Tia.

Ele, é porque é gay!

A autoestima e a Auto motivação, caiem vertiginosamente.

Mas isso para os Pais é o menos, urgente é calar as bocas e pôr cobro a escandaleira.

Isso é que os preocupa.

São insensíveis ao sofrimento e aos efeitos colaterais causados por tal situação junto do filho.

Só falta pôr anúncio:

Procura-se namorada para o meu filho.

Quando finalmente o filho arranja uma namorada, estende-se a passadeira vermelha, ligam-se as luzes da ribalta, e exibe-se a fêmea como um trofeu resplandecente, e logo se faz questão de mostrar e dizer aos amigos mais a família:

 

O meu filho já namora!

 

Ai sim?

Ela é boa mocinha?

É de boa família?

Oxalá ele tenha sorte.

É da maneira que as linguarudas se vão calar com o que diziam do rapaz.

Publica fotos dela!

 

A ditadura do calendário da vida, mais as metas e imposições determinadas pela sociedade, algemam e muitas vezes assassinam o percurso e a felicidade do individuo.

Enquanto isso:

Viva a farsa e a encenação, que se pode arranjar, para silenciar os outros, sempre os outros, sim porque os outros é que são importantes, bem como os juízos de valor que teçam!

Ao filho só lhe resta vestir a pele de marioneta.

Se é feliz:

Bem isso depois logo se ade ver, até porque o divórcio caiu na vulgaridade!

E muitas das vezes porque será?

Naturalmente esta não será certamente a única causa, mas que tem uma grande quota de responsabilidade isso não resta duvida, nem que seja com efeito retroativo.

Pena é que a culpa ade sempre morrer solteira!

Os Pais descartam responsabilidades dizendo:

Nós só queríamos o melhor para ele, no entanto sempre violaram a mais elementar regra, do respeito e tolerância!!!

 

(A tradição é a personalidade dos imbecis).

Albert Einstein

 

DIOGO_MAR

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

CHEIO DE VAZIO


 
Sentado a soleira do tempo, desfio os dias vestidos por uma infindável noite.

Olhos meus mortiços prenhos de lonjura.

Jorram esperanças adiadas, num rio esmagado pelas margens.

O caudal de sonhos por realizar, desagua na foz do desencanto.

Perdido, vejo cristalizar objectivos derramados sobre uma terra estéril.

O futuro morreu as mãos de um presente que vive do passado.

Encho o meu peito com a frase:

Que saudades!

Alimento-me, de recordações, escritas no livro da memória pessoal e intransmissível.

São essas mesmas memórias, que me dão alento para o dia-a-dia.

Realizações por realizar, objectivos por almejar, vontades indeterminadamente adiadas.

Já disse não, quando queria ter dito sim.

Mas também já disse sim, quando queria ter dito não.

Entro em erupção, expelindo raiva pela inépcia, que me acorrenta a vivências longínquas.

O perto faz-se longe, morrendo as mãos da miragem.

Vida, não sejas tu a passar por mim!

Deixa que seja eu a passar por ti!

 

DIOGO_MAR

sábado, 28 de janeiro de 2017

ARTE


 
Preciso falar-te.

Sim, falar-te com engenho e arte.

Quero-te minha fêmea com toda a tua autenticidade, não ouso mudar-te.

Ó amor louco e devasso, que te embainha da terra a marte.

O teu corpo, é uma divinal obra de arte.

O meu sio animal, adora desnudar-te.

Marinheiro num oceano de anseios, faminto por aportar-te.

Fundeio os meus desejos, na docilidade do gesto de olhar-te.

Nas mãos da cumplicidade, fundimos os nossos corpos, no momento de penetrar-te.

Libidos e apaixonantes minutos de prazer, até ejacular-te.

Aqui me apresento como teu santo pagão, tu o estandarte.

Santuário de Vénus, peregrino devoto a adorar-te.

O nosso quarto é senário de todas as emoções, vou amarar-te.

Eu tela de amor, para emoldurar-te.

Diva de uma candura inigualável, quero venerar-te.

Jardim do éden, canteiro de uma vida, eu, adubo para fertilizar-te.

Amor pelo amor, loucura lúcida para brindar-te.

És raiz transformada em Seiva bruta que vai germinar-te

Desfio estas palavras vadias, para retratar-te.

És arte!!!

 

 

DIOGO_MAR

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ESCREVO


 
Escrevo o que escrevo, porque te escrevo.

Se não escrevesse, o que te escrevo, naturalmente não te escrevia.

Assim, difundo esta minha fome de te escrever, cinzelando as palavras, que dão corpo a esta vontade reativa de te escrever, esculpindo a minha escrita, na pedra bruta da vida.

Macieza ou rudeza, num MAR de palavras, onde a escrita é um verdadeiro enigma, mas ao mesmo tempo uma estranha e bela amante.

Eu sem a escrita não sou eu, nem tu jamais serias tu!

Vou continuar-te a escrever, porque é o sangue das minhas palavras a única forma que tenho de te comunicar e de ser EU!!!

 

DIOGO_MAR

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CHEIO DE NADA


 
Percorro as paredes alvas do meu quarto, na ténue esperança de encontrar nem que seja uma pálida impressão digital, dos teus dedos que dedilhavam com mestria o meu corpo.

As histórias que se escondem na dobra dos nossos lençóis, murmuram gemidos de sentimentos, num misto de prazer, agora transformado em sofrimento pela tua ausência.

Abateu-se sobre mim, o peso de uma solidão atroz e esmagadora, que decepou o acalentar de sonhos famintos de realizações adiadas cine-dia.

A trajetória das minhas palavras, naufraga na imensidão deste vazio.

Busco e rebusco nos episódios por nós vividos, desnudados de preconceitos, ébrios de vontades tresloucadas do tudo sem limites.

Os excessos que pactuamos imergiam na cumplicidade dos anseios e devaneios que fertilizavam os nossos momentos.

Por entre cigarros afogados em whiskies, pairava a química do amor, que se fundia numa troca de olhares febris arrebatados pela paixão.

A minha ânsia, Media-te na boca a intensidade, enquanto as minhas mãos indiscretas, percorriam sofregamente o teu corpo.

As roupas entapetavam o chão.

No ar, já só se ouviam os arpejos da nota máxima do amor.

A compasso embalávamos o nosso prazer.

Onde estás?

Agora agastado, revisito e venero as recordações das fotografias, músicas e locais que foram palco de momentos inesquecíveis!

Balbucio num monólogo, murmúrios de lamento, numa espiral de desalento e saudade.

 

 

DIOGO_MAR

sábado, 7 de janeiro de 2017

FUTEBOLÊS À MODA DA CASA


 
Esta semana ouvi falar tanto de polvo, que imaginei, que estivessem abertas inscrições, com o alto patrocínio de alguma marca para um festival gastronómico a nível nacional, onde os concorrentes, são de todos os escalões etários, tal foi o foguetório.

Eu que sou grande apreciador de tal molúsculo, confecionado a lagareiro, ou cozido para depois ser regado com molho verde ou simplesmente um arroz bem malandrinho feito com água de cozer o mesmo e com pedaços bem generosos do bichinho, suscitou-me grande apetite e atenção.

Mas de seguida, esvaneceu toda a minha gula entorno de tal tema.

Constatei que o tão apregoado polvo que falavam, era relacionado com o futebol, ora nessa área não vejo qual é a correlação, já que adequo mais uma pocilga ou estrumeira, que me perdoe o animal porco, que me merece toda dignidade e respeito.

Quanto a sua concorrência, já não tenho tanta certeza disso, olhando a tão baixo nível educacional, cultural revelando um (QI) coeficiente que devia ser de inteligência, passou a ser de ignorância, mas daquela mesmo aguda, bruta e animalesca.

Há por aí alguns figurões que se vão autopromovendo na passerelle dos estádios de futebol, modalidade desportiva, que infelizmente resvalou para uma máfia onde as sades (Sociedades anónimas) são autênticas máquinas de fazer dinheiro a todo o custo, seja lá a que preço for.

Os suínos esfocinham sofregamente na gamela, disputando o melhor pedaço.

Lançam grunhidos intimidatórios, querem sempre mais!

Escudam os seus insucessos covardemente por de traz dos árbitros, máquinas humanas, que tal como eu e como tu, pessoas normais falhamos, mas esses figurões não!

Eles não falham, e quando isso acontece refugiam-se para lá de uma cortina de suspeição, lançando o fogo, escondendo a mão, não venham a sair também chamuscados.

Semeiam alarvemente a violência que instigam através de patacoadas proferidas na praça pública, onde infelizmente encontram facilmente adeptos tão ou mais energúmenos que eles que lhes dão provimento e cobertura.

O mesmo grau de exigência que querem para as arbitragens, eu gostava que fosse aplicado a todas as profissões e caros neste País!

Isso é que era!!!

Exigir desempenho irrepreensível das atividades profissionais, assim como escrupuloso cumprimento dos horários de trabalho,

Isso é que era!!!

Cheguem tão cedo aos locais de trabalho e as escolas, como chegam ao estádio.

Isso é que era!!!

Vivam com o mesmo fervor e paixão, o desempenho das funções que lhe foram atribuídas.

Isso é que era!!!

Idolatrem tanto quem vos paga o salário, como o club.

Isso é que era!!!

Olhem-se ao espelho e dispam-se da pele de virgens ofendidas!!!

Tenham vergonha e assumam os fracassos.

Isso é que era!!!

Está montado o circo, pena é que os palhaços sejam de tão má qualidade, esvaziam-se em malabarismos verbais, exorcizando a trupe, para intimidar recorrendo a todas as formas de coação junto dos árbitros.

O futebol cá do burgo, precisa de uma valente varredela, ou alguns agentes desportivos, só podem sair de casa açaimados, tal a perigosidade da intoxicação das suas lavercas, de cheiro nauseabundo, já que têem o circuito intestinal invertido, defecam toda a merda pela boca, e os seguidores aplaudem!!!

Urge a necessidade de desviar as atenções, justificando os insucessos e as incompetências com o nome de algo.

Arbitragem!

 

Bom, agora vou é saborear o verdadeiro polvo!!!

Mas, que maravilha!

Só não ofereço, porque todo para mim é pouco!!!

 

DIOGO_MAR