terça-feira, 15 de agosto de 2017

FESTIVAIS DE EMPRÉSTIMOS


 
Aí estão em toda a sua efervescência, os festivais que varrem este pequeno País de norte a sul.

Tudo se tornou motivo para se chamar de festival.

Foi uma astuta forma, para sacar uns bons euros, aos Pais da maioria da mol humana, que vai em debandada para aldeias, vilas e cidades esgotar recintos com milhares de pessoas, que na sua maioria são putos e pitas, que vivem uma vida faustosa subsidiados pelos seus Papás, os mesmos que tiveram papel ativo e irresponsável na criação de um pântano, para onde precipitaram este Portugal e a avaliar pelas notícias vindas a público, não aprenderam a lição, já que estão a reincidir nos mesmos erros de um passado bem recente.

Mas a chavalada, não lhes interessa nada disso, até porque foram habituados a terem tudo e a que lhes paguem tudo.

Eles limitam-se a exigir e mais nada.

 

(O Banco de Portugal divulgou alguns dados de 2017.

O consumo, registou um empréstimo de mais 145 milhões até ao final de Maio, do que em igual período de 2016.

As famílias fizeram novos empréstimos ao consumo no valor total de 1650 milhões).

 

Eis que está de volta a febre do consumismo desenfreado, tudo se compra recorrendo ao modelo de empréstimo e prestações.

É mais do mesmo!

Depois dizem que foram ludibriados, que houve marketing enganador! Bla, bla, bla...fazendo o papel de vítimas!

Desculpas de mau pagador.

Mas que raios de sociedade de merda, artificial, plástica e egocentrista que alicerça a sua vida na ostentação da mentira e do engano e que não aprende com os seus erros.

Pior ainda, passa orgulhosamente essa execrável herança, para os seus descendentes, os tais que estão ao rubro a gastar uma boa maquia para marcar presença para ver os seus ídolos da música.

Em paralelo aos espetáculos, estão bem definidas as grandes orgias de drogas leves ou mais pesadas, mais sexo, tudo isto bem regado com muito, mas mesmo muito álcool, porque só assim é cool, tanto que por vezes já nem conseguem ver os concertos, já que eles estão completamente OFF.

(Bateu forte mano)!

Mas é para todo este deplorável e degradante espetáculo, que os Papás dão o seu orgulhoso patrocínio e aval e até dizem que é fixe!

(Mas tipo):

Será que eu é que estou ultrapassado e isso dá status social?

Pobre linhagem de fachada a cair de podre.

Este é o exemplo acabado de uma felicidade mentirosa, paga em prestações.

Mas se calhar é giro!!!

 

DIOGO_MAR

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O TRAVO DA MEMÓRIA


 
Não, não me peças o que eu não te poço dar.

Não, não me exijas o que não tenho para te oferecer.

Não, não me digas o que os meus ouvidos não ouvem.

Não, não me mostres o que os meus olhos não veem.

Não, não me faças sentir o que não sinto.

 

Eu sou o longe e a miragem, o vazio cheio de nada, um rio esmagado pelas suas margens.

Caminho pelo acaso de mão dada com a lonjura, arrebatado por sonhos inatingíveis.

Peito dilacerado por cicatrizes que o tempo não apagou.

Afago os dias, emoldurados na paleta de cores esbatidas pela penumbra de uma aurora que tarda.

Jogo castigador, num abraço desabraçado vindo das entranhas do impenetrável.

Grito em silêncio num apelo às minhas ténues e mortiças forças.

Hoje venero a aceitação a que me resigno.

 

Se tu me ouvisses!

Se tu voltasses!

Se tu recriasses o hino da alegria, da espontaneidade e verdade que juntos ecoamos.

Lembras-te?

Mas tal como a água que nunca passa duas vezes sob a mesma ponte, também o nosso capítulo secreto teve o seu epílogo.

Agora as palavras estão moribundas tornaram-se efémeras.

Não ouso blasfemar pela tua ausência.

Até sempre!!!

 

DIOGO_MAR

terça-feira, 8 de agosto de 2017

NÃO TENTEM MINISTRAR-ME LAVAGENS CEREBRAIS...


 
Política, religião, sexo, desporto...

Sou uma mente aberta, recetiva aos novos tempos, um progressista por natureza, desalinhado com o tradicionalismo castrador e de clausura.

 

Desculpem-me a franqueza, mas repudio mentes retrógradas, é que não tenho mesmo pachorra!

 

Sou fiel aos princípios e valores que devem nortear o individuo, mas que não sejam inquinados e bolorentos, nem algemem o percurso de vida escolhido.

 

Se há algo que nunca abdicarei, é de ser incondicionalmente igual a mim próprio.

 

Não prostituo o caráter nem a personalidade, é uma questão de ADN.

 

Prefiro a frontalidade fraturante, a um consenso hipócrita.

 

DIOGO_MAR

sábado, 5 de agosto de 2017

NO RASTO DAS TRILOBITES


 
Aqui vos deixo, um pequeno documentário ao qual emprestei a minha voz, que narra as origens longínquas do concelho ao qual pertenço:

VALONGO

É um trabalho que obedeceu a regra dos três cês.

Claro, correto e conciso.

 

Clique no link abaixo e disfrute deste magnifico documentário.

Parabéns, a toda a equipa que realizou e produziu este pedaço de história.

 


 

DIOGO_MAR

segunda-feira, 31 de julho de 2017

DISCORDÂNCIA


 
Perante a tua implacável prepotência

Respondo, com irredutível intransigência.

 

Semblante vestido de arrogância

Reduzo-te à insignificância.

 

A tua raiva feroz moldada à Insolência

É aniquilada pela minha astuta Inteligência.

 

Irradias absoluta opulência

Traço-te o caminho para exequência.

 

Jogas com dados viciados sem transparência

Não me dou por vencido retribuo com irreverência.

 

Do alto do teu pedestal, cintila toda a tua petulância

Eu respondo com toda a minha relutância.

 

Personagem de fachada podre de ignorância

Despertas em mim um sentimento de Decadência.

 

Altivez déspota de eloquência

Ofusco-te com a humildade da minha essência.

 

Esperavas de mim mordaça e obediência

Erraste, o meu carater e personalidade não tem essa apetência.

 

Não vergo à tua manigância

Sou fiel à minha referência.

 

Afronto a tua acutilância

Mostro-te o caminho da razão e jurisprudência.

 

Viveste uma vida de Mentira à mesa da ganância

Agora na tua curva descendente fica com a minha tolerância.

 

Mesmo moribundo, imanas uma loucura flamejante, num hino à exuberância.

Agora só e abandonado, jogado na sarjeta, chega o último suspiro, cumpre-se a cartilha da condolência.

 

Querias suplantar-me ao jugo da subserviência

Apliquei-te a estocada final a Sapiência

Percurso vertical que tracei desde a infância

Espelha a arte maior da minha existência.

 

DIOGO_MAR

terça-feira, 25 de julho de 2017

ESCUTA:


 
Se te perguntarem por mim, diz que habito na sombra dos dias.

Diz que sou a vida rascunhada numa sebenta de indefinições.

Diz que sou a imprevisibilidade previsível.

Diz que sou os pontos cardiais onde te perdes.

Diz que sou o copo meio cheio, ou meio vazio.

Diz que sou a água doce e salgada, a foz das tuas lágrimas.

Diz que sou revolto ou bonançoso, mas porto de abrigo.

Diz que sou a brisa, que te beija e afaga teus cabelos.

Diz que sou o abraço invisível que reconforta a alma.

Diz que sou o muito cheio de nada, ou o nada repleto de tudo.

Diz que sou uma loucura viciante e sadia.

Diz que os arpejos do meu silêncio, são a mais bela melodia que inunda teus ouvidos.

Diz que sou guardião das noites de tormenta.

Diz que sou a luz que se veste de breu.

Diz que sou a invisibilidade visível.

Diz que me sentes, sem que eu te toque.

Diz que paira no ar a fragância do meu perfume.

Diz que sou o alento para calcorrear os dias.

Diz que sou o encanto desencantado, a imperfeição mais que perfeita.

Diz que sou o agridoce de todos os anseios famintos.

Diz que sou um sentimento de ódio emoldurado em amor.

Diz que sou o profano que exalta o divino.

Diz que sou todas as incógnitas que habitam as páginas do teu livro.

Diz, diz por dizer, craveja o meu peito dilacerado, dele brotará água para saciar tua sede, o fogo de Santelmo que te iluminará nas trevas.

De forma indelével continuarei a habitar na sombra a escudar-te do mal.

Diz que sou tua Bandeira:

Eu, chamar-te-ei de minha Pátria.

 

 

DIOGO_MAR


sábado, 22 de julho de 2017

PORQUÊ QUE HÁ DIAS ASSIM?


 
Sabes Daniel, recuso-me determinantemente, a dizer-te adeus, porque houve momentos na tua tenra idade que jamais se apagarão da minha memória.

Eras uma criança ímpar:

Docilidade, serenidade, espirito de interajuda e afável, atributos que te definiam e faziam de ti uma criança apaixonante.

Daniel, serás para todo sempre o amigo muito especial que guardo.

O meu golfinho tal como te chamava, quando começaste a dar as primeiras braçadas, e as nossas brincadeiras na piscina.

Partiste aos 16 anos de forma abrupta, brutal e prematura. Mas olha Daniel, eu vou continuar a ter-te bem vivo no álbum das minhas melhores recordações.

Descansa em paz meu querido Daniel meu golfinho.

Por tudo isto me nego a dizer-te adeus.

Daniel, até sempre meu campeão...


Há momentos que tal como as palavras, também a escrita fica embargada.
É o que me está a acontecer.
Não encontro definição para tal crueldade, nem para o misto de dor e raiva, da morte me ter roubado, uma grandiosa e ímpar criança, e, um enorme adolescente!
Estou despedaçado de sofrimento, mas sei que já és mais uma estrela a brilhar no céu e que estás do meu lado.
Simplicidade, carinho, entrega e dedicação, atributos que encontrei em ti desde os 4 anos de idade.
O ano passado não pude ir fazer férias contigo por contingências profissionais, este ano que nos íamos encontrar, tu partiste.
A distância que me impossibilitou de estar no ultimo adeus que recuso, mas sim um até sempre, deixa em mim um travo de revolta, jogando-me na sargeta do desespero e tristeza adornada por lágrimas atrevidas que se escapam ao recordar-te.
As brincadeiras na piscina do teu prédio a tua atenção e interatividade comigo são inenarráveis, nunca mais encontrei criança como tu.
As nossas idas até as praias de Albufeira, o nosso barco insuflável e as piruetas que com ele fazíamos, encaixilhadas nas tuas gargalhadas contagiantes.
Por tudo isto, não, não será um adeus, mas até sempre meu querido amigo Daniel.
Acredita, o que nos une, perdurará para lá do infinito.
ÉS GRANDE...
 
 
DIOGO_MAR

sábado, 10 de junho de 2017

PÃEZINHOS DE LEITE



O título, até que lhe pode sugerir uma receita bem saborosa, mas infelizmente o apuro final é bem amargo.

 

Dizem que para nos realizarmos em toda a plenitude, devemos cumprir estes três objetivos:

Ter um filho, Plantar uma árvore e escrever um livro.

Comum aos referidos objetivos, é vital: Responsabilidade, criatividade, entrega e amor.

Infelizmente é nestes quatro itens que reside o fracasso educacional dos novos tempos.

Novos tempos que são feitos por todos nós e que não nos podemos desculpabilizar com esta frase feita.

Fico estarrecido com o acompanhamento que os progenitores dão aos seus rebentos.

Sentido de responsabilidade zero!

Incutiram-lhes o direito pelos seus direitos, ignorando a obrigação dos seus deveres.

Entrega as suas obrigações, pelas quais devem ser responsabilizados volta a ser zero!

A criatividade, bem essa, fica-se pela delapidação do património coletivo, mas que é coll vandalizar.

Por fim o amor, espelham um tipo de amor egocêntrico, mostrando absoluta indiferença a todo o resto, a menos que colham dividendos em proveito próprio.

 

Os Papás desta fornada, são maus ao quadrado!

Sei que não há padrões educacionais estanques cada caso é um caso, mas de uma coisa tenho a certeza, boas maneiras e responsabilidade são imprescindíveis e vitais à sólida construção do individuo.

É premente que os progenitores entendam que é importante a terapia ocupacional, mas mais importante é a construção intelectual de valores que devem estar fortemente enraizados.

Hoje assistimos a um fenómeno doentio e distorcido da realidade.

Os Pais sobrecarregam os filhos em todo o tipo de atividades e mais algumas durante a semana e até fins-de-semana, numa corrida contra o tempo, achando que dessa forma os preparam melhor para os desafios do futuro, almejando o sucesso na competitividade profissional.

Precipitam as crianças e adolescentes, em adultos de forma precoce.

As atividades extra são importantes, mas não devem ser encaradas como obrigações.

Os Pais devem saber que se as crianças não forem sadias, jamais serão adultos capazes de competir por coisa nenhuma, podem-se tornar em adultos frustrados e inseguros.

Há que saber dosear e pautar os tempos libres das crianças, evitando distúrbios psicológicos e estresse colmatando a grave lacuna do equilíbrio dos tempos libres que deviam ser de convívio e troca de conhecimentos familiares. Mas que infelizmente ninguém sabe de ninguém!

Mais que ter desenvoltura física e muscular, torna-se vital a desenvoltura intelectual e psicológica.

Até mesmo nas pausas para as refeições, não estão todos há mesa nem se desliga a televisão e telemóvel, abstraindo-se do supérfluo, em prol do convívio familiar e uma boa conversa, de retrospetiva do dia.

Deambula-se pela banalidade e futilidade, flanqueando e mascarando a realidade.

Os Pais não educam os filhos, adotaram outra postura, que foi comprá-los, proporcionando-lhes uma vida faustosa, de mentira e engano.

Eles até que não se importam com esse tipo de atitude, já que lhes implantaram a paixão cega pelo materialismo por excelência, dessa forma veem juntar o útil ao agradável.

Os Papás, tardam em constatarem que o modelo de educação que tem vindo a ser adotado nos últimos vinte e cinco anos é um modelo falido de valores, que devem nortear o ser humano.

Programas escolares facilitados, tornando-se ridículos e medíocres.

Grau de exigência zero, até porque os números estatísticos é que são importantes.

É o verdadeiro embuste do ensino, transitam de ano praticamente todos!

Meios tecnológicos a distancia de um clique, tardando o mais importante, o clique da inteligência, valores, cultura e conhecimento.

Têem tudo e não tem nada.

Olhando a nossa volta, contam-se pelos dedos os adolescentes e jovens com postura vertical, de carácter e personalidade sólida.

Podemos concluir que todo o modelo educacional bem como o investimento feito pelos progenitores nos seus filhos, não tem qualquer retorno, logo foram e são milhares de euros lançados ao lixo.

Se estes jovens são apelidados por precoces na utilização das novas tecnologias, logo também devem estarem aptos para o desempenho das mais elementares tarefas domésticas, bem como serem responsabilizados pelos seus atos e conduta no seu dia-a-dia, não podem haver dois pesos e duas medidas.

O facilitismo a par da desresponsabilização pariu uma geração materialista, influenciável e egocentrista a coberto pelo culto do belo.

A puberdade deu lugar há pobre idade.
Se os alicerces basilares são podres como se pode exigir alguma coisa de alguém que nunca foi educado a ser responsabilizado pelos seus atos!

Depois os Papás choram baba e ranho, afogam-se em antidepressivos, perante o quadro que pintaram e alimentaram.

Temos pena!

É o reinado do culto da artificialidade absoluta, de uma geração do faz de conta, porque é vital manter o status quo.

Bom, dizem que os filhos são o espelho dos Pais, ora bem, se assim é, então realmente constato que muitos Papás ficam muito mal na fotografia.

Exibem os filhos perante os amigos e colegas erguendo-os como um trofeu de exaltação do belo e da perfeição.

Mais tarde, quando essa pseudo-educação cai por terra e os meninos e as meninas começam a fazerem merda, então o que antes era bandeira, agora tenta-se esconder ao máximo, para que os outros não saibam que saltaram fora do trilho.

Mas que raios de sociedade fingida e hipócrita assente em areias movediças.

Envergonhem-se e não se lamentem de tão negros fúteis e banais ventos que semeastes.

Estes pãezinhos de leite são mesmo de muito má qualidade, porque os seus educadores são de casta resplandecente, mas oca.

Assim se construiu e constrói, um modelo de sociedade que alienou o melhor que o individuo deve ter:

Valores e educação

 

DIOGO_MAR

sábado, 27 de maio de 2017

CALEM O MEGAFONE


 
Os sindicatos mais uma vez elevam-se ao pedestal de guardiões dos trabalhadores.

Reivindicam e argumentam, tudo em nome dos trabalhadores.

Querem e voltam a querer, mais e ainda mais, sempre mais!

Pertencem a uma extirpe insaciável e demagoga que fundamenta o seu repetitivo e monocórdico discurso sempre com a mesma entoação de voz, profetizando a desgraça.

O diálogo com os governos é sempre feito na base da ameaça da greve, é um direito que lhes assiste, mas que de preferência, seja feita a sexta ou segunda-feira, o que se torna oportunista, vergonhoso e ridículo.

Só sabem apregoar os direitos dos trabalhadores!

E os deveres que os mesmos também devem ter?

O respeito pelo trabalho e por quem lhes paga ao fim do mês?

Raios de retórica e ideologia ferida de imparcialidade e de querencia.

Basta os indicadores económicos estarem a dar sinais de alguma melhoria, para que estes senhores, não hesitem em vir para a praça pública revindicar, que é necessário pagar mais e melhorar consideravelmente os direitos dos trabalhadores.

Este tipo de discurso já me enoja!

Deviam também dizer que alguns trabalhadores deviam pagar para trabalharem, tal é a falta de profissionalismo, desleixe e incúria.

Cristalizaram no tempo, à sombra da antiguidade que era um posto.

São um peso morto na empresa.

Depois justificam tudo isto, alegando desmotivação dos trabalhadores, mas a sua tese cai por terra já que antes da adoção de algumas medidas penalizadoras o filme era mais do mesmo.

Ou seja:

Trabalhar muito ou pouco, bem ou mal, não é relevante o importante é ganhar mais e mais e sempre mais.

E ter mais direitos claro está!

Tenham vergonha e coloquem de lado a fome de protagonismo saloio e mentalidade retrógrada.

Os grandes desafios e exigências da nova matriz empresarial, em todas as áreas, irá pôr à prova os que realmente são melhores, os que se transcendem e sacrificam, tudo em prol da sua carreira e do seu profissionalismo ao mais alto nível.

Os que não entrarem neste comboio, ir-se-ão quedar irremediavelmente pela mediocridade.

É justo que assim seja!

Quanto aos sindicatos, assumam um papel de reivindicação construtiva e ajustada à realidade do País.

Não usem os trabalhadores como marionetas de jogos políticos.

O que de facto é necessário reivindicar, é uma profunda mudança de mentalidade, isso sim!

 

DIOGO_MAR

quinta-feira, 25 de maio de 2017

CAPÍTULO


 
Ardem em lume brando, palavras órfãs de alento

Varridas por ventos agrestes que ceifam meu tormento.

 

Paragens longínquas estéreis de esperança

Gemido do restolho ecoa a melodia desafinada da descrença.

 

Dias alinhavados na morrente da história

Monção vadia e demolidora fragmenta a memória.

 

Sem norte nem identidade

Passageiros do tempo, que coabitam na travessia da minha idade.

 

Erupção de raiva espelha o meu sofrimento

Jovialidade servida numa bandeja de passado, onde já só mora o desdém do tempo.

 

Definham vontades fugidias no gume da indiferença

Dilacerado arrasto-me na torrente da minha existência.

 

Assaltado por uma ira inusitada

Resigno-me a uma mão cheia de nada!

 

DIOGO_MAR

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CHEGOU O SALVADOR!


 
AMAR PELOS DOIS

 

Eis o Salvador Sobral!

Foram precisos largos anos de espera para que finalmente a humildade mais a simplicidade conjugada com uma belíssima letra da sua Irmã Luísa Sobral, incorporada por uma fantástica voz, para que esta travessia no deserto chegasse ao fim.

 

Não foi necessário penteado ridículo!

Não foi preciso atoar semivestido, ou seminu, para ser votado pelas linhas corporais!

Não foi necessária uma letra de conteúdo vazio e execrável!

Não foi preciso um ritmo repetitivo e plástico, música descartável!

Não foi necessário vergar-se aos interesses instalados das editoras!

Por tudo isto, vai todo o meu apreço e agradecimento:

 

Muito obrigado Salvador e Luísa Sobral!

Vocês são enormes e projetaram o nome de Portugal pela primeira vez à galeria dos vencedores do Festival da eurovisão!

 

DIOGO_MAR

quarta-feira, 17 de maio de 2017

UMA QUESTÃO DE ATITUDE



A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.
Foi sim uma geração com capacidade para se desenrascar.


Numa terriola do Douro as condições de vida não eram as melhores.
Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar.


Veio para o Porto, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava.
Mais tarde veio o João, o irmão mais novo.


Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida cidade do Porto, lançaram-se à vida e aos grandes desafios que tinham pela frente, longe dos seus Pais e restante família.
Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples.

Foram trabalhar.

Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera.


Foram ferreiros, taberneiros, carvoeiros.
moldaram o ferro, fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcão.


Foram simples empregados de tasca.
Mas pouparam.
E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo.


Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.

Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.

Porque sempre acreditaram neles próprios.
E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.


Nós, eu e os meus primos, sempre tivemos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro.
Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram.
E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, me norteia e me conduz.


Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.

Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.


Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.

Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.


Preciso do meu elevado e exigente grau de profissionalismo.

Preciso de mim.
Só de mim. E por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca.
Porque me desenrasco.


Porque sempre me desenrasquei.

O mal desta autointitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam:

Habituados, mal-habituados, a terem tudo de mão beijada.

Habituados, mal-habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.

Habituados, mal-habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.

Sentem-se desiludidos!
E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas, tratam-nos como se fossem flores de estufa.


Mas não é!

É altura de aprenderem a serem humildes.

É altura de fazerem opções.

Podem ser "encanudados" de qualquer curso, mas não encontram emprego "digno".

Podem ser "encanudados" de qualquer curso, mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.

Experimentem dar tempo ao tempo, e, entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.

Mexam-se, façam-se à vida!

Trabalhem!

Sacrifiquem-se!

Ganhem dinheiro.
Na loja do Shopping.
Porque não? aaahhh porque é doutor...
Doutor em loja de Shopping não dá status social.
Pois não, temos pena. Mas dá algum dinheiro.
E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno".


O tal que dá status.

O meu pai e tios fizeram bolas de carvão, venderam copos de vinho e trabalharam o ferro.

Eu, que sou Jornalista, locutor, em alturas de aperto, fui vendedor, dei explicações, fui DJ etc.
E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.
Geração à rasca?

Vão trabalhar que isso passa.

Cresçam, façam-se a vida, tenham objetivos.

Deixem de ser plásticos e artificiais.

Abdiquem dessa fome voraz pelo materialismo.

Tenham valores, personalidade e carater.

Sabem o que isso é?

Pois, infelizmente não!

 

À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.
Mas vou a casa de banho e passa-me!!!

 

DIOGO_MAR

domingo, 30 de abril de 2017

A TRADIÇÃO DAS MAIAS


 
É uma tradição primaveril cujas origens se perdem no tempo.

Historicamente, o ritual das Maias acontece na noite de 30 de abril para 1 de maio.

Manda a tradição que se enfeitem portas, janelas e outros locais com flores e giestas amarelas e com bonecas de palha enfeitadas.

Presente em várias regiões do País, a tradição revela aspetos diferentes em cada uma, mas um denominador comum: as Maias floridas.

 

RITOS ANCESTRAIS Na região de Trás-os-Montes e nas Beiras, as Maias surgem associadas às castanhas, como atesta o provérbio «Quem não come castanhas no 1º de Maio, monta o burro».

Segundo a tradição, maio é o mês dos burros e o ritual tem como objetivo esconjurar os maus espíritos.

(O Maio o Carrapato ou o Burro).

 

Em Trás-os-Montes este ritual, coexiste com o do Maio-Moço:

As raparigas novas, enfeitam um menino (O Maio-Moço), que levam a passear pela rua, em grande algazarra, com danças e cantorias em redor dele.

MAIA, QUEM ÉS TU?

Há várias explicações para a origem desta tradição.

Uma diz que a Maia seria uma boneca de palha de centeio à roda da qual era costume dançar durante toda a noite no primeiro de maio.

Outra possibilidade está ligada à origem do nome do mês de maio, surgido a partir de Maia, Mãe de Mercúrio.

 

Na região da Estremadura, a Maia é uma menina enfeitada com flores que percorre as ruas da povoação com as suas companheiras.

 

No Alentejo, em especial em Beja, as Maias são meninas vestidas de branco, com uma coroa de flores na cabeça, que se sentam numa cadeira à porta de casa, na esquina de uma rua ou na praça.

Enquanto isso, as amigas, pedem a quem passa um tostãozinho para a maia”.

 

No Algarve, é costume colocar à porta de casa os bonecos de palha de centeio vestidos de trapos e enfeitados.

Em Lagos a tradição regressa todos os anos, com a eleição da Maia mais bonita da cidade.

A iniciativa conta com a participação da população que expõe, por toda a localidade, bonecas de trapos, elaboradas artesanalmente, vestidas com trajes típicos e enfeitadas com flores, retratando em alguns casos quadros quotidianos.

Os trabalhos a concurso são expostos nas janelas, portas, varandas, pátios de habitações e ruas, na cidade e em várias povoações do concelho.

 

Em algumas terras alega-se, que esta tradição remonta ao tempo de Jesus, aquando da sua fuga para o Egito, devida à perseguição de Herodes, que ordenara a procura e morte do menino Jesus.

Segundo a lenda, tendo sido identificada a casa onde a sagrada família pernoitava, um denunciador teria colocado um ramo de giesta na porta daquela casa, para que os soldados de Herodes, depois de avisados, facilmente a identificassem e o levassem.

Por milagre, quando os soldados se dirigiram à cidade, depararam com todas as portas enfeitadas com ramos de giesta florida.

Assim, os soldados não puderam cumprir a ordem de matarem o menino.

 

Noutras terras, as maias recordam o caminho da sagrada família para o Egito: Maria, para se poder orientar no regresso, terá colocado giestas no seu caminho.

 

Não esqueça, ponha hoje as Maias!

 

DIOGO_MAR

terça-feira, 25 de abril de 2017

VINTE CINCO DE ABRIL


 
Olá, passei só para vos dizer, que eu orgulhosamente pertenço a geração do 25 de Abril de 1974, os que tiveram de fazer pela vida, os que souberam aceitar privações de vária ordem, mas ao mesmo tempo, os que nunca desistiram porque sempre tiveram objetivos na vida.

Foi de veras fudido?

Foi sim, mas foi há custa dessas adversidades que nos fizemos homens e mulheres resistentes e com capacidade de luta e sofrimento.

Os que pariram esta nova geração. Amorfa, inócua, sem rumo, anarca e sem princípios.

A geração que se limita ao culto do belo, sexo, álcool e veneram o materialismo, mas carater, personalidade, conhecimento, cultura é algo que lhes passa ao lado.

A geração que tem tudo, e ao mesmo tempo não tem nada!

Mas reclamam e voltam a reclamar. Querem, e voltam a querer!

A geração que acha que só deve ter direitos, ignorando os deveres.

A geração, dos NEMNEM...

Erramos em presenteá-los de maneira faminta, tentando colmatar o que não tivemos, erradamente optamos por um caminho pantanoso: o facilitismo.

Quisemos dar tudo o que não tivemos!

Erramos?

Sim erramos.

As dificuldades para vencer os obstáculos no trilho da vida, só nos engrandece e faz-nos mais maduros e determinados.

Só vos quero pedir um favor:

Saibam honrar os vossos Avós e vossos Pais.


Amem o 25 DE ABRIL, os seus ideais e valores.
 

 

DIOGO_MAR

sábado, 15 de abril de 2017

PÁSCOA


 
Para todos os que comigo partilham a blogosfera, deixo os votos de uma FELIZ E SANTA PÁSCOA!

 

Permite que a cada dia, aconteça a ressurreição do melhor do teu âmago.

 

Desnuda-te do materialismo, preconceito, ódio, banalidade, egoísmo e futilidade.

Só assim se faz PÁSCOA!!!

 

DIOGO_MAR

sábado, 1 de abril de 2017

A VERDADE DO ENGANO


 
Não vejo necessidade em haver um dia dos enganos, já que a nossa vida é um verdadeiro engano.

Desde que nascemos, alguns por engano, até ao fim desta travessia terrena, somos obrigados quer de forma activa ou passiva, a enganarmos e ser enganados.

Desempenhamos um papel, de atores no palco da vida, no qual não nos revemos em larga percentagem.

Asfixiamos de engano, vivemos frustrados de engano.

O engano tem tanto de balsâmico, como castrador, no entanto temos que fazer um exercício aturado esmiuçando onde acaba o engano, e onde começa a mentira, que em muitas vezes se diluem, em indivíduos de personalidade e carácter pantanosos.

O engano institucionalizou-se, disseminou-se feito praga de forma avulsa.

Não faltam por aí vendedores de sonhos enganados.

Damos carta branca a mentira, para de seguida dizer: olha, foi engano!

Acreditamos por engano, sofremos por engano, somos felizes enganando-nos.

Vamos à exaustão para destrinçarmos o engano da mentira, depois, de forma infrutífera, acabamos resignados nas redes do ópio do engano.

Há muita ambiguidade e premeditação no engano para desculpabilizar palavras e actos condenáveis, mas que ficam sob a capa de protecção de ter sido engano.

Não sei se me enganei a escrever estas linhas, mas sempre vos digo:

Desculpem:

Não foi de todo engano!!!

 

DIOGO_MAR

sábado, 25 de março de 2017

MEU NORTE


 
Finto sentimentos que fecundo num peito sedento de identidade

Vida rascunhada pela idade.

 

Rebeldia amordaçada pelo vazio do saudosismo

Pobre prisioneiro de mim jogado no abismo.

 

Asfixio sem encontrar o antídoto que me transporte as minhas raízes

Desfio os anos não encontro a semente das minhas matrizes.

 

Audácia esmagada pelas recordações

Aqui me encontro inerte na sarjeta implacável de emoções.

 

Viela da saudade onde se perdem os meus passos

Encontro desencontrado de momentos amargos.

 

Desgastado pela corrosão déspota da ânsia

Força moribunda sem tenacidade nem esperança.

 

Procura incessante nas gavetas da memória

Marco geodésico janela para a minha história.

 

Torrente de vivências lapidadas num quadro inacabado

Olhar melancólico que desagua na foz do passado.

 

Turbos são os dias desta imagem pardacenta

Peito ceifado pela dor da ausência.

 

DIOGO_MAR

domingo, 5 de março de 2017

PREÇO DE SER CRIANÇA


 
Mordo palavras pérfidas sem destino,

Esperança madrasta no olhar do menino.

 

Imploras o direito a seres criança que te foi roubado,

Sucumbes à economia cega e voraz que te elegeu escravo.

 

Palavras de cosmética podres de hipocrisia,

Aniquilaram a magia de seres criança, mutilaram a tua alegria.

 

Servem-te numa bandeja de crimes hediondos,

Flagelam-te numa carnificina de dias imundos.

 

Horizonte perene onde não cabe o teu brincar,

Olhar mortiço que desconhece o verbo amar.

 

Obrigaram-te a seres ator no teatro de guerra, atribuíram-te papel de escudo na frente de combate,

Atitude insana transformaram-te em carne para abate.

 

Discípulos do xadrez político onde não cabe a razão,

Falsos profetas vangloriam-se impunemente ao inçar a bandeira lúgubre manchada de sangue no pendão.

 

Órfão de sonhos para uma vida, guardião de todas as fantasias,

Jogaram-te na trincheira, arma em riste, dedo no gatilho onde agonias.

 

Mensageiros responsáveis, apregoam serem teu paladino,

Forçaram-te a uma vida de indigência, diluindo-te no lixo do caminho.

 

Agora resta a humilhação de pouco ou nada fazer,

Perdem-se em discursos inócuos, ignoram o teu sofrer.

 

És vilipendiado chacinaram a tua alegria,

Enclausuraram-te na eternidade de uma noite que não se lhe conhece o dia.

 

Tu só pedes ao mundo que te deixe ser menino,

No embalo da estrofe de tão mórbido hino

 

DIOGO_MAR

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ENTRE LINHAS


 
Faço por mostrar-te indiferença, para que compreendas que é nessa mesma atitude profilática, que reside o antídoto, para aniquilar o veneno da mentira e do engano, que a tua relutância persiste teimosamente em adiar.

Não sou teu amigo em moldes de completa aprovação e elogios.

Sou muitas das vezes o que menos gostarias de ter na tua frente, porque te provoca, porque te afronta e desmonta os teus planos falaciosos e te alerta para as tuas vulnerabilidades.

Mas por isso mesmo é que sou teu verdadeiro amigo.

Sabes, tu desconheces que a penalização é tão ou mais pedagógica, que a sistemática aprovação avulsa e livresca.

Não gostes de mim, pelo que sou, mas sim pelo que faço.

A artificialidade humana, não é de todo a minha praia.

Para que saibas, até mesmo eu muitas vezes não gosto de mim, mas parto as correntes que me estão a algemar, para cumprir com o pacto que fiz para comigo:

Fiel ao meu trilho, valores e princípios.

Não consinto olhares de serpente que tentam despir-me.

Poucos são aqueles que de facto me conhecem na minha essência.

Prefiro palavras cáusticas, mas verdadeiras, que palavras aveludadas e hipócritas.

Antes fraturante, que consensual e sentir-me prisioneiro de mim mesmo.

A realidade é tão indesejada por alguns, preferem o bálsamo do engano.

Jamais para mim, a mentira é verdade, do mesmo modo que a verdade não é mentira.

Não uso hierarquias para as palavras nem poupo a ironia ou o sarcasmo.

Prefiro morrer de pé, a viver uma vida ajoelhado.

Sou feito de maça bruta, eu sei que sim:

Mas pura e verdadeira.

Sei que magoou e defraudo algumas pessoas próximas, que se renderam a uma vida maquilhada pela superficialidade e aparato.

Mais uma vez reafirmo:

Não é de todo a minha praia.

Acham-me inconveniente, e por vezes austero, por chamar os bois pelos nomes, mas porque ei-de eu dar guarida ou perder o meu precioso tempo a tentar compreender a imbecilidade humana?

Por tudo isto, sou livro sem folhas, sebenta sarrabiscada pela mão trémula de anseios e desvaneios ancorados num cais de palavras sem idade.

 

DIOGO_MAR