quinta-feira, 1 de setembro de 2016

MATRIZ


 
Calcorreia os caminhos de mim

Conhece todos os meus recônditos cantos onde me perco numa cemente de indefinição.

Bebe da minha alma a alegria de breu vergada ao jugo do faz de conta.

A felicidade mora na porta ao lado.

Não sabes quem eu sou!

Eu também não!

Sei que sou, estou, e vou.

Mas será que vou?

Onde e para onde?

Encontras-me a esquina de um tempo adiado de braços abertos, cheios de vazio.

As páginas do livro voaram, entapetando o passado, sobrando a capa e contra capa, onde fossilizou o título:

Quis saber de mim!

 

 

DIOGO_MAR

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