domingo, 1 de junho de 2014

O MEU CAVALINHO



No meu cavalinho de madeira, baloiçava a minha infância

Jogava o jogo do tempo, sem qualquer relutância.


Passeava ao sabor dos dias

De uma vida pura e sem maldade

Não fazia parte do meu dicionário a palavra falsidade.


Ó tempos de criança, carregados de magia

Era mais uma flor a despontar para o dia.


Dia de luz pura, e verdadeira

Lá ia eu, galopando no meu cavalinho de madeira.


Galopava ao encontro do futuro cheio de interrogações

No teatro da vida, exposto a ratoeiras e frustrações.


Não corras tanto meu cavalinho de madeira

Deixa-me viver, esta vida de brincadeira!


Afinal não passava de uma criança

A baloiçar um futuro carregado de múltipla esperança.


Era um frágil e pequeno petiz

O tempo havia de ser o meu juiz.


Um juiz cruel e avassalador

Corre mais meu cavalinho, não quero sentir essa dor.


A dor de um mundo desigual

Onde impera o egoísmo

A guerra a fome

Foge, foge cavalinho

Leva-me contigo

Eu não quero ser homem!

 
DIOGO_MAR

4 comentários:

  1. Bom dia mais uma vez, Diogo!

    Amei este poema tão sensível e verdadeiro... Quem me dera o tempo de criança.
    É muito importante existir sempre uma criança dentro de nós, mas hás vezes a desilusão é tanta que não a conseguimos encontrar,

    Hoje é um dia especial, mas especiais são todos, assim queiramos,!

    Bom Domingo

    Beijinho

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  2. Diogo,

    Feliz é aquele que mesmo adulto consegue conservar a pureza de uma criança em seu coração.

    Uma excelente semana para ti!

    =)

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  3. Ao ler este belíssimo poema, confesso que revivi um pouco a minha infância apesar de não ter tido um cavalinho..... mas é bom, muito bom sentir a criança que nós fomos. Gostei muito de ler ! Obrigada amigo por nos deliciar com a sua escrita. Beijinho

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