domingo, 11 de dezembro de 2016

ISTO NÃO É NATAL


 
Eis chegados ao Natal!

Eu disse Natal?

Ups! Desculpem-me.

Não, desenganem-se isto não tem rigorosamente nada a ver com o Natal.

Fizeram abusivamente desta época uma verdadeira montra de consumismo cego e desenfreado.

Não, isto não é Natal!

Compra-se o que se pode e o que não se pode, nada que os cartões de crédito mais as prestações não resolvam, depois logo se vê.

Não, isto não é Natal!

Afogam-se as crianças e os adolescentes num oceano de materialismo, porque lhes foi incutido o facilitismo em realizar os seus caprichos.

Eu quero, eu tenho.

Não, isto não é Natal!

Compra-se não porque se precisa, mas sim porque o vizinho, o colega ou o amigo também tem.

Logo urge a necessidade suprema em fazer ver que também tem igual, ou de preferência melhor.

Falam mais alto os complexos de inferioridade e de afronta.

Não, isto não é Natal!

É chique exibir novas roupas, carteiras e Calçado, quando logo após as festas se pode comprar com 50% de desconto, ou até mais.

Mas a gula da excentricidade, diz que é vital pavonearem-se perante os outros logo no dia de Natal.

Não, isto não é Natal!

Adquirem aparelhos de topo, dotados de tecnologia de ponta, quando nem metade das funcionalidades sabem usufruir.

Não, isto não é Natal!

Basta terem uma folga financeira, para subirem a quota do valor das prendas, porque na troca das mesmas também entra em avaliação o seu custo.

Quem deu mais e melhor?

Grande hipocrisia.

Não, isto não é Natal!

Depois somos inundados por iniciativas de charme, onde todos querem aparecer, meras ações de cosmética de solidariedade hipócrita e bolorenta, que só serve para alguns figurões colherem dividendos, assumindo-se como cabeça de cartaz nas capas de revistas e nos deploráveis programas de televisão onde surgem na passerelle de pseudo-famosos, embrulhados em Natal, com os laços da banalidade, futilidade, de seres inócuos.

Não, isto não é Natal!

Reduziram o Natal a um amontoado de caixas e papeis reluzentes de materialismo podre e vorás.

Deviam-se envergonhar pela triste e deplorável herança que vão passando, embriagando as mentes com o supérfluo, em detrimento dos verdadeiros valores, que devem pontificar sempre, mas com mais afinque nesta quadra Natalícia.

Não, isto não é Natal!

No dia em que descobrires a verdadeira essência do Natal, despojado de materialismo, encarnando no puro e altruísta espirito Natalício, humilde, solidário, simples e humano, vais certamente, viver e fazer Natal.

 

Feliz Natal e um Prospero 2017

 

DIOGO_MAR

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