domingo, 24 de novembro de 2013

AOS OLHOS DA NOITE


 
Noite sem rosto, escura, gélida e enigmática.
Quem és tu?
Carregas no teu regaço uma verdadeira orgia de emoções e sentimentos, embriagados de loucuras, onde somos atores intervenientes.
Jorra da tua penumbra, todos os mistérios que em ti guardas, lágrimas de prazer e de dilaceração.
Escondes no teu ventre, os segredos do universo.
Brotam palavras de encanto e de desencanto, que parimos, perante a tua indiferença e altivez.
Das guarida, aos amantes, sob o teu manto, bordado de cumplicidade.
Fazes um pacto com a solidão para esmagar os passageiros que por ti deambulam.
És amada, e odiada.
O eco da tua voz austera e silenciosa, trespassa todas as histórias que te percorrem.
O breu das tuas palavras, cega a minha alma, sedenta dos moldes de amor, gravados no meu leito, que testemunhaste, com um olhar indiscreto.
Sabes, tu és uma estranha mas bela amante, onde as histórias ficam inacabadas.
Porque a noite segue dentro de momentos!

 



DIOGO_MAR

4 comentários:

  1. Apesar de eu não gostar da noite, gostei do texto está lindo, PARABÉNS !!!

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    1. Muito obrigado, por estar atenta ao que vou escrevendo.

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  2. Gosto da noite... à noite sou o que sou... à noite liberto tudo de secreto que há em mim. Bjus

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    1. A noite é uma estranha, e bela amante.
      Obrigado Nádia.

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