terça-feira, 27 de maio de 2014

MAR




Navego neste mar sem fim

Feito um barco à deriva, perco-me no infinito, sem saber de mim.

 

Mar de encantos de uma força atroz

Quero falar-te ao ouvido

Por favor, escuta a minha voz!

 

Devoras o tempo com um apetite voraz

Mar gigante, o que te faz ter o coração dividido entre a guerra e a paz?

 

Salgas o meu corpo embalado pelas tuas marés

Desancoras os meus sonhos acorrentados no convés.

 

O meu peito aproado de ilusões

Mar meu confidente diz-me onde guardas tu tantas histórias de Camões!

 

Testemunhos épicos, carregados de lendas e mitos

Lágrimas cristalizadas pelo tempo, de amores e desamores, desfiados nesses escritos.

 

Memórias seculares de alegrias e sofrimentos

Foste a estrada sem passaporte para os nossos descobrimentos.

 

Mar lobo e cordeiro

Solta as amarras, de um amor louco e aventureiro.

 

Repouso o meu olhar a perder de vista nessa tua imensidão

Ó mar imponente, traz a bonança ao meu coração!

 

 

DIOGO_MAR

10 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá Andreia, obrigado pela tua presença!

      JINHO

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  2. Boa noite Diogo

    Sempre belas inspirações com o mar.. adorei

    Beijinho

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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    1. Amiga Cidália:
      Obrigado pelo seu olhar sempre atento!

      JINHO

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  3. Muito bonito, Diogo, um hino ao Mar imenso sempre cantado por tão grandes poetas.
    Gostei muito do jogo de contrastes no poema; lobo e cordeiro, alegrias e sofrimentos... E um coração revolto que precisa de bonança.
    xx

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    1. É a magia enigmática, que o MAR nos transmite, associado as nossas emoções!

      JINHO, Amiga Laura!

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    1. Olá Francisco, obrigado pelas tuas palavras e claro, pela visita!

      ABRAÇAÇO!

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  5. O mar na imensidão

    do olhar (sentir) do poeta,

    que navega no

    infinito azul de beleza...

    Poema belo,profundo e encantador!

    Abraço,Diogo.

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    1. Suzete, obrigado pelas suas palavras!
      Muitos são os poemas inspirados no maior espelho de água do universo.
      A sua imponência, dá aso a tantas histórias lendas e mitos.
      Rendemo-nos a imensidão, e aos tesouros que nele encerra.
      MAR de mil músicas cantadas!

      JINHO

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