sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ESCREVO


 
Escrevo o que escrevo, porque te escrevo.

Se não escrevesse, o que te escrevo, naturalmente não te escrevia.

Assim, difundo esta minha fome de te escrever, cinzelando as palavras, que dão corpo a esta vontade reativa de te escrever, esculpindo a minha escrita, na pedra bruta da vida.

Macieza ou rudeza, num MAR de palavras, onde a escrita é um verdadeiro enigma, mas ao mesmo tempo uma estranha e bela amante.

Eu sem a escrita não sou eu, nem tu jamais serias tu!

Vou continuar-te a escrever, porque é o sangue das minhas palavras a única forma que tenho de te comunicar e de ser EU!!!

 

DIOGO_MAR

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CHEIO DE NADA


 
Percorro as paredes alvas do meu quarto, na ténue esperança de encontrar nem que seja uma pálida impressão digital, dos teus dedos que dedilhavam com mestria o meu corpo.

As histórias que se escondem na dobra dos nossos lençóis, murmuram gemidos de sentimentos, num misto de prazer, agora transformado em sofrimento pela tua ausência.

Abateu-se sobre mim, o peso de uma solidão atroz e esmagadora, que decepou o acalentar de sonhos famintos de realizações adiadas cine-dia.

A trajetória das minhas palavras, naufraga na imensidão deste vazio.

Busco e rebusco nos episódios por nós vividos, desnudados de preconceitos, ébrios de vontades tresloucadas do tudo sem limites.

Os excessos que pactuamos imergiam na cumplicidade dos anseios e devaneios que fertilizavam os nossos momentos.

Por entre cigarros afogados em whiskies, pairava a química do amor, que se fundia numa troca de olhares febris arrebatados pela paixão.

A minha ânsia, Media-te na boca a intensidade, enquanto as minhas mãos indiscretas, percorriam sofregamente o teu corpo.

As roupas entapetavam o chão.

No ar, já só se ouviam os arpejos da nota máxima do amor.

A compasso embalávamos o nosso prazer.

Onde estás?

Agora agastado, revisito e venero as recordações das fotografias, músicas e locais que foram palco de momentos inesquecíveis!

Balbucio num monólogo, murmúrios de lamento, numa espiral de desalento e saudade.

 

 

DIOGO_MAR

sábado, 7 de janeiro de 2017

FUTEBOLÊS À MODA DA CASA


 
Esta semana ouvi falar tanto de polvo, que imaginei, que estivessem abertas inscrições, com o alto patrocínio de alguma marca para um festival gastronómico a nível nacional, onde os concorrentes, são de todos os escalões etários, tal foi o foguetório.

Eu que sou grande apreciador de tal molúsculo, confecionado a lagareiro, ou cozido para depois ser regado com molho verde ou simplesmente um arroz bem malandrinho feito com água de cozer o mesmo e com pedaços bem generosos do bichinho, suscitou-me grande apetite e atenção.

Mas de seguida, esvaneceu toda a minha gula entorno de tal tema.

Constatei que o tão apregoado polvo que falavam, era relacionado com o futebol, ora nessa área não vejo qual é a correlação, já que adequo mais uma pocilga ou estrumeira, que me perdoe o animal porco, que me merece toda dignidade e respeito.

Quanto a sua concorrência, já não tenho tanta certeza disso, olhando a tão baixo nível educacional, cultural revelando um (QI) coeficiente que devia ser de inteligência, passou a ser de ignorância, mas daquela mesmo aguda, bruta e animalesca.

Há por aí alguns figurões que se vão autopromovendo na passerelle dos estádios de futebol, modalidade desportiva, que infelizmente resvalou para uma máfia onde as sades (Sociedades anónimas) são autênticas máquinas de fazer dinheiro a todo o custo, seja lá a que preço for.

Os suínos esfocinham sofregamente na gamela, disputando o melhor pedaço.

Lançam grunhidos intimidatórios, querem sempre mais!

Escudam os seus insucessos covardemente por de traz dos árbitros, máquinas humanas, que tal como eu e como tu, pessoas normais falhamos, mas esses figurões não!

Eles não falham, e quando isso acontece refugiam-se para lá de uma cortina de suspeição, lançando o fogo, escondendo a mão, não venham a sair também chamuscados.

Semeiam alarvemente a violência que instigam através de patacoadas proferidas na praça pública, onde infelizmente encontram facilmente adeptos tão ou mais energúmenos que eles que lhes dão provimento e cobertura.

O mesmo grau de exigência que querem para as arbitragens, eu gostava que fosse aplicado a todas as profissões e caros neste País!

Isso é que era!!!

Exigir desempenho irrepreensível das atividades profissionais, assim como escrupuloso cumprimento dos horários de trabalho,

Isso é que era!!!

Cheguem tão cedo aos locais de trabalho e as escolas, como chegam ao estádio.

Isso é que era!!!

Vivam com o mesmo fervor e paixão, o desempenho das funções que lhe foram atribuídas.

Isso é que era!!!

Idolatrem tanto quem vos paga o salário, como o club.

Isso é que era!!!

Olhem-se ao espelho e dispam-se da pele de virgens ofendidas!!!

Tenham vergonha e assumam os fracassos.

Isso é que era!!!

Está montado o circo, pena é que os palhaços sejam de tão má qualidade, esvaziam-se em malabarismos verbais, exorcizando a trupe, para intimidar recorrendo a todas as formas de coação junto dos árbitros.

O futebol cá do burgo, precisa de uma valente varredela, ou alguns agentes desportivos, só podem sair de casa açaimados, tal a perigosidade da intoxicação das suas lavercas, de cheiro nauseabundo, já que têem o circuito intestinal invertido, defecam toda a merda pela boca, e os seguidores aplaudem!!!

Urge a necessidade de desviar as atenções, justificando os insucessos e as incompetências com o nome de algo.

Arbitragem!

 

Bom, agora vou é saborear o verdadeiro polvo!!!

Mas, que maravilha!

Só não ofereço, porque todo para mim é pouco!!!

 

DIOGO_MAR

 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

APRESENTO-VOS O MEU ANO NOVO


 
Cabelos de sabedoria.

Olhos de bondade e esperança.

Boca de verdade e justiça.

Braços de união e alegria.

Mãos de carinho e solidariedade.

Tronco de amor e felicidade.

Passos persistentes e determinados.

 

Este é o meu ano novo!

 

Jamais haverá Ano Novo se continuarmos a cometer os erros dos anos velhos!

 

Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano que chega

 

FELIZ 2017!!!

 

DIOGO_MAR

domingo, 25 de dezembro de 2016

DESPOJOS DE NATAL


 
Eis a aurora do dia de natal, os primeiros feixes de luz invadem as casas, deixando a descoberto um oceano de papeis coloridos e um amontoado de caixas vazias.

Travestiram uma noite que nada devia ter de materialismo.

Passaram essa deplorável herança as crianças.

Ignoraram por completo a verdadeira essência do NATAL e a cartilha pela qual esta data se devia nortear:

Solidariedade e partilha.

Isto não é NATAL!

É a loucura do consumismo exacerbado e vorás.

Compra-se como não houvesse amanhã.

Quanto mais dinheiro houver, mais se gasta.

O dia 25 foi eleito passerelle onde se exibem os presentes.

Quem tem mais?

Quem teve melhor?

Quem ofereceu mais?

Este é o retrato mais que fiel, da profunda e grave crise de valores, onde a sociedade está mergulhada.

Urge a necessidade de semear e fazer o verdadeiro NATAL e tudo que nele encerra:

Porque amanhã, pode já não haver NATAL.

 

DIOGO_MAR

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

ANIVERSÁRIO


 
Dobro mais um ano sobre um dos meus dois blogs.

 

PALAVRAS DO MAR

27577

Também estiveste aqui?

OBRIGADO!

Este é o número de visitantes, que até hoje se deixaram embalar pela brisa das palavras, ou desfalecerem no embalo dos braços da bruma da cumplicidade.

 

Hoje completa o seu quinto aniversário.

Com palavras salgadas, outras doces, fruto da inquietude dos dias emoldurados por indefinições e convulsões, que nos deixa apreensivos, vou à soleira do tempo parindo sentimentos que coabitam o livro de mim.

Aquele que é pessoal e intransmissível.

Revolto ou bonançoso vou desferindo golpes de mar, infligindo duras e rudes marcas na orla do teu eu, provocando-te a uma introspeção.

Acorda!

Desfio uma escrita com o meu ADN, recusando-me a escrever para escaparates lamechentos com trago a novela de sequelas infindáveis, de efeitos nefastos, que embriagam a inteligência, engordando alarvemente a boçalidade.

Não vivo da escrita, nem a escrita vive de mim.

Sou um vagabundo que transporta no peito um mar de palavras.

A nossa cumplicidade perde-se na irreverência dos anais da minha história.

Exorcizo as palavras, emprestando-lhes vida e sentimento, para incorporares este oceano de emoções.

 

SIM:

PORQUE O MAR TAMBÉM É TEU

 

Ficam aqui os meus votos de Feliz Natal e um Próspero 2017

 

DIOGO_MAR

 

domingo, 11 de dezembro de 2016

ISTO NÃO É NATAL


 
Eis chegados ao Natal!

Eu disse Natal?

Ups! Desculpem-me.

Não, desenganem-se isto não tem rigorosamente nada a ver com o Natal.

Fizeram abusivamente desta época uma verdadeira montra de consumismo cego e desenfreado.

Não, isto não é Natal!

Compra-se o que se pode e o que não se pode, nada que os cartões de crédito mais as prestações não resolvam, depois logo se vê.

Não, isto não é Natal!

Afogam-se as crianças e os adolescentes num oceano de materialismo, porque lhes foi incutido o facilitismo em realizar os seus caprichos.

Eu quero, eu tenho.

Não, isto não é Natal!

Compra-se não porque se precisa, mas sim porque o vizinho, o colega ou o amigo também tem.

Logo urge a necessidade suprema em fazer ver que também tem igual, ou de preferência melhor.

Falam mais alto os complexos de inferioridade e de afronta.

Não, isto não é Natal!

É chique exibir novas roupas, carteiras e Calçado, quando logo após as festas se pode comprar com 50% de desconto, ou até mais.

Mas a gula da excentricidade, diz que é vital pavonearem-se perante os outros logo no dia de Natal.

Não, isto não é Natal!

Adquirem aparelhos de topo, dotados de tecnologia de ponta, quando nem metade das funcionalidades sabem usufruir.

Não, isto não é Natal!

Basta terem uma folga financeira, para subirem a quota do valor das prendas, porque na troca das mesmas também entra em avaliação o seu custo.

Quem deu mais e melhor?

Grande hipocrisia.

Não, isto não é Natal!

Depois somos inundados por iniciativas de charme, onde todos querem aparecer, meras ações de cosmética de solidariedade hipócrita e bolorenta, que só serve para alguns figurões colherem dividendos, assumindo-se como cabeça de cartaz nas capas de revistas e nos deploráveis programas de televisão onde surgem na passerelle de pseudo-famosos, embrulhados em Natal, com os laços da banalidade, futilidade, de seres inócuos.

Não, isto não é Natal!

Reduziram o Natal a um amontoado de caixas e papeis reluzentes de materialismo podre e vorás.

Deviam-se envergonhar pela triste e deplorável herança que vão passando, embriagando as mentes com o supérfluo, em detrimento dos verdadeiros valores, que devem pontificar sempre, mas com mais afinque nesta quadra Natalícia.

Não, isto não é Natal!

No dia em que descobrires a verdadeira essência do Natal, despojado de materialismo, encarnando no puro e altruísta espirito Natalício, humilde, solidário, simples e humano, vais certamente, viver e fazer Natal.

 

Feliz Natal e um Próspero 2018

 

DIOGO_MAR